Educação, narrativa e experiência

Eloiza Gurgel Pires

Resumo


Contrapondo-se ao saber científico e a um empobrecimento cultural gerado pelo conhecimento instrumental, homogeneizante já nas primeiras décadas do século XX, Walter Benjamin alertava para a importância da experiência narrativa como condição da historicidade do ser humano. De acordo com esse autor, a dificuldade de intercambiar experiências e, consequentemente, o declínio da arte de narrar no mundo moderno, alteraram os modos de sentir e de saber do sujeito em formação. Este tem sua experiência subtraída pelo tempo linear esvaziado de sentido, homogêneo e cronológico, pelo acúmulo de informações e saberes, pelo bombardeio das “novidades” geradas nos meios comunicativos e por uma ação formadora, fundada no pensamento empírico-técnico. Este artigo discute o declínio da experiência e o desaparecimento da narrativa tradicional, retomando os limiares benjaminianos nos escritos e nos espaços de errâncias, que condensam o pensamento do filósofo em torno do processo de modernidade e suas implicações no campo educativo. 


Palavras-chave


Educação; Narrativa; Experiência; Modernidade

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DOI: https://doi.org/10.5007/1984-8951.2014v15n106p5

Direitos autorais 2014 Eloiza Gurgel Pires

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Cad. de Pesq. Interdisc. em Ci-s. Hum-s., Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN 1984-8951.