Possibilidades terapêuticas do dançar

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Maristela Viana Lima
Samuel Macêdo Guimarães

Resumo

O ser humano nasce num mundo preenchido de Espaços-Tempo de Probabilidades e Possibilidades (ETPP) de aprendizagem, considerando o “se movimentar”. Nesse sentido, o Dançar pode ser melhor aproveitado como ETPP, ferramenta de recursos terapêuticos para tratamento de pacientes com diversos tipos de transtornos mentais. Este trabalho teve como objetivo descrever os efeitos observados na Oficina de Dança no CAPS II, fornecendo subsídios sobre a importância terapêutica do Dançar, através de um relato de experiência, descrevendo o processo de socialização, elevação da auto-estima e adesão ao tratamento. As atividades na oficina de Dança foram preparadas com antecedência, sendo adaptadas para atender aos usuários nas suas particularidades, no momento da realização. Foram desenvolvidas várias dinâmicas como: Roda de conversa; Dança das Cadeiras Cooperativas; Danças individuais e coletivas, apresentadas como forma lúdica e de espetáculo; Ouvir músicas e paródias, interpretá-las e dramatizá-las; Brincadeiras rítmicas trabalhando espaço, tempo e lateralidade; Criação de  ritmos e movimentos; Representações de sentimentos etc. As observações foram divididas nas seguintes categorias: “Aperfeiçoamento de Interação Social”; “Reformulação da Auto-estima”; ”Identidade”; ”Coordenação Motora” e “Adesão ao Tratamento”. As observações evidenciaram que os usuários tanto aumentaram o círculo de relações sociais, como melhoraram a qualidade das relações já existentes. Tendo elevação na auto-estima e na auto-imagem; melhora no ritmo musical; coordenação motora; lateralidade; diminuição de medos e exteriorização de emoções. Outro aspecto presente refere-se à adesão ao tratamento. Conclui-se que o Dançar nos sugere outras possibilidades de intervenção, no contexto da reforma psiquiátrica, levando à  melhora na qualidade de vida e a promoção da saúde mental.

Detalhes do artigo

Como Citar
LIMA, . V.; GUIMARÃES, . M. Possibilidades terapêuticas do dançar. Cadernos Brasileiros de Saúde Mental/Brazilian Journal of Mental Health, [S. l.], v. 6, n. 14, p. 98–127, 2014. DOI: 10.5007/cbsm.v6i14.68530. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/68530. Acesso em: 10 dez. 2022.
Seção
Artigos originais
Biografia do Autor

Maristela Viana Lima, FTC / UESC / UESB

Graduada em Psicologia com ênfase em Educação; Especialista em Psicologia Clínica; Especialista em Saúde Mental; Pós-graduada em Magistério Superior; Licenciada em Ciências Biológicas; Aluna Especial na disciplina Bioética no Mestrado Enfermagem e Saúde - UESB; Psicóloga Infanto-Juvenil na Clínica São Lucas; Docente da FTC nos cursos de Enfermagem, Nutrição e Psicologia e em Pós Graduação no Instituto Superior de Teologia Aplicada; Experiência nos projetos sociais AABB Comunidade (trabalho com educadores, educandos e familiares); CREAS (crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual e medidas sócio educativas LA e PSC); Experiência na área Hospitalar; Psicodiagnóstico; Habilitada pelo Conselho Federal de Educação Física para atuar com Educação Física Escolar e Dança; Membro do grupo de pesquisa da UESB na linha de pesquisa: Violência contra criança e adolescente e na UESC com linha de pesquisa : Saúde Mental, Movimento Humano e tendências corpo mente.

Samuel Macêdo Guimarães, Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC

Educador Físico (UFV - MG); Mestre em Educação Física (UFSC-SC) ; Especialização em Ginástica Escolar (UFP- RS) ; Formação em Psicoterapia Corporal; Professor Assistente (UESC);  Coordenador do Curso de Licenciatura em Educação Física da Plataforma Freire na (UESC)