O que a saúde mental tem a ver com religiosidade?

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Danielle Vargas Baltazar
Claudia Osório da Silva

Resumo

Trata-se de um estudo sistematizado sobre a relação entre a religiosidade de quem sofre e o processo de reabilitação psicossocial conduzido pelos profissionais da saúde mental. Busca investigar e compreender como os profissionais lidam com a opção religiosa intencional de seus pacientes e se a consideram como manifestação social capaz de possibilitar a reorganização individual e coletiva dos mesmos. Propõe uma definição de religiosidade tomando por base a oposição entre cosmovisão sagrada e profana e utiliza como categoria analítica a Religiosidade Popular. Destaca pontos de impasse entre a proposta de atenção psicossocial e a filiação religiosa dos pacientes. E, além disso, aponta algumas possibilidades decorrentes da presença da religiosidade no discurso dos pacientes. Observamos que o sentido de mundo construído a partir da experiência religiosa ainda que aparentemente ilógico, tem coerência para quem dele se apropria, é algo que não se sustenta em dados objetivos, mas no sentido que fornece às experiências e ao seu valor na economia psíquica

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Como Citar
BALTAZAR, . V.; DA SILVA, . O. O que a saúde mental tem a ver com religiosidade?. Cadernos Brasileiros de Saúde Mental/Brazilian Journal of Mental Health, [S. l.], v. 6, n. 14, p. 75–97, 2014. DOI: 10.5007/cbsm.v6i14.68738. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/68738. Acesso em: 10 dez. 2022.
Seção
Artigos originais
Biografia do Autor

Danielle Vargas Baltazar, Ministério da Saúde/Universidade Federal Fluminense/ Coordenação de Educação em Saúde do Governo do Estado do Rio de Janeiro

Psicóloga da coordenação de Educação em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro. Estudos na área de Saúde Mental

Claudia Osório da Silva, Universidade Federal Fluminense

Professora do Departamento de Psicologia da UFF e coordenadora da pós-graduação em psicologia da UFF