O surrealismo nos primórdios do processo antimanicomial

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Paulo Rodrigo Unzer Falcade
Janaina Pelullo Sofiato

Resumo

O presente ensaio se propõe à reflexão com o objetivo expresso de demonstrar como alguns aspectos sociais, políticos e culturais em voga na problemática antimanicomialista  contemporânea ecoam um episódio da história recente: o movimento de vanguarda surrealista do início do século passado. A exploração desse episódio presta-se ao fim de oferecer continuidade, sob o aspecto da leitura histórica, ao debate acerca da crítica à necessidade de criações ficcionais de padrões normativos e à rigidez das definições identitárias. O esforço do ensaio encontra como sua aspiração maior a tentativa de revelar como esta problemática comunica-se com a evidenciada falência do projeto civilizatório moderno. Para a construção de nossa reflexão, lançamos mão de elementos encontrados, sobretudo, em Nadja, de André Breton, e em algumas contribuições advindas da Teoria Social e da Teoria Cultural.

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Como Citar
FALCADE, . R. U.; SOFIATO, . P. O surrealismo nos primórdios do processo antimanicomial. Cadernos Brasileiros de Saúde Mental/Brazilian Journal of Mental Health, [S. l.], v. 5, n. 11, p. 14–25, 2013. DOI: 10.5007/cbsm.v5i11.68806. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/68806. Acesso em: 2 fev. 2023.
Seção
Artigos originais