"O que eu penso daquilo que ele fez?" Os profissionais de Saúde frente ao atendimento a tentativa de suicídio no Sistema Único de Saúde

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Ana Paula Araújo de Freitas
Lucienne Martins Borges

Resumo

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que no ano de 2020, cerca 1,5 milhão de pessoas morrerão por suicídio. Contudo, para cada morte auto-inflingida, um número dez a vinte vezes maior de tentativas são praticadas, embora em função de diversos fatores, não se tenha dados precisos acerca desta realidade. Parte das pessoas que sobrevivem a tentativas de suicídio são atendidas em serviços de saúde, em geral, urgências e emergências, a fim de que o quadro clínico seja estabilizado e possíveis consequências sejam evitadas. Isto posto, a partir do recorte dos profissionais de saúde que atendem a esta demanda em contextos de urgências e emergências hospitalares, esta comunicação visa apresentar os resultados iniciais da pesquisa cujo objetivo é entender qual o significado atribuído pelos profissionais de saúde às tentativas de suicídio atendidas pro eles nos serviços de urgência e emergência no município de Florianópolis, relacionando-a com outros estudos presentes na literatura científica a respeito da temática em questão. Estudos apontam que apenas um em cada três pacientes que tentam suicídio chegam a ser atendidos em algum tipo de serviço de saúde e, dentre outros fatores, esta procura se deve à qualidade do atendimento recebido e ao estigma que o comportamento suicida apresenta. Assim sendo, torna-se premente discutir a temática do suicídio enquanto uma questão de saúde pública e de saúde mental, cuja representação interpela tanto usuários do serviço de saúde no atendimento recebido quanto os profissionais de saúde em seu cotidiano e prática profissional. 

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Como Citar
DE FREITAS, . P. A.; BORGES, . M. "O que eu penso daquilo que ele fez?" Os profissionais de Saúde frente ao atendimento a tentativa de suicídio no Sistema Único de Saúde. Cadernos Brasileiros de Saúde Mental/Brazilian Journal of Mental Health, [S. l.], v. 6, n. 13, p. 150, 2014. DOI: 10.5007/cbsm.v6i13.68922. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/68922. Acesso em: 7 out. 2022.
Seção
Resumos