Terapia Comunitária: A palavra e o vínculo como dispositivos de promoção da Saúde na Atenção Básica

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Leila A. Goulart Raimundo
Leiliane Goulart Raimundo

Resumo

Tendo em vista a grande demanda de casos envolvendo sofrimento psíquico no âmbito da Atenção Básica do município de Lages/SC e o atual quadro de medicalização do processo de saúde-doença, tornou-se necessário dispor de um espaço com vistas à promoção da saúde da população. A Terapia Comunitária legitima esse espaço, uma vez que os sujeitos envolvidos podem transformar o sofrimento em crescimento através da partilha de experiências de vida, tornado-se atores na busca de alivio para seus sofrimentos e resolução de seus problemas. As rodas de Terapia Comunitária são desenvolvidas há dois anos em quatro USF acompanhadas pelo NASF 1 do município de Lages/SC e são realizadas pela Psicóloga do NASF e ACS. Tem como demanda queixas envolvendo doenças psíquicas, problemas psicossociais (conflitos familiares, situações de violência, uso álcool, drogas, desemprego), entre outros. O público alvo são crianças, jovens, adultos e idosos. Ocorrem quinzenalmente com duração de 1:30h cada encontro e conta com uma média de 15 participantes. No decorrer dos encontros os participantes socializam os benefícios que alcançaram participando frequentemente das rodas. Entre os benefícios estão: o resgate da autoestima, da autonomia para lidar com problemas do cotidiano, ampliação da rede social, diminuição do uso da medicação (psicotrópicos) e de encaminhamentos para especialistas. Levando em consideração a importância de se pensar práticas alternativas ao atual processo de medicalização da saúde, tem-se na Terapia Comunitária um instrumento que solidifica ações de promoção da saúde, uma vez que permite a construção de redes sociais solidárias, fomentando a autonomia e cidadania dos sujeitos.

 

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Como Citar
RAIMUNDO, L. A. G.; RAIMUNDO, L. G. Terapia Comunitária: A palavra e o vínculo como dispositivos de promoção da Saúde na Atenção Básica. Cadernos Brasileiros de Saúde Mental/Brazilian Journal of Mental Health, [S. l.], v. 6, n. 13, p. 163, 2014. DOI: 10.5007/cbsm.v6i13.68942. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/68942. Acesso em: 25 set. 2022.
Seção
Resumos