Conversando sobre saúde no CAPS: uma experiência prática sobre o potencial terapêutico da roda de conversa

Autores

  • Jeferson Samtos Jerônimo Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Mental Coletiva. Núcleo de Educação, Avaliação e Produção Pedagógica em Saúde/EducaSaúde. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
  • Carla Michele Rech Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

Palavras-chave:

Saúde, Centros de Atenção Psicossocial, Terapêutica, Educação Física, Atividade Física.

Resumo

O objetivo deste artigo é relatar a experiência de um profissional de Educação Física na realização de uma roda de conversa sobre saúde e atividade física junto à pessoas atendidas em um Centro de Atenção Psicossocial do sul do Brasil e seu potencial como proposta terapêutica. A roda foi oferecida e facilitada pelo profissional, residente em saúde mental coletiva que teve como seu campo de prática o referido serviço durante o ano de 2014. Entre as atividades desenvolvidas estava a coordenação compartilhada de um grupo terapêutico que ocorria semanalmente em uma perspectiva de ludicidade e de superação do núcleo de formação profissional. Em uma dessas seções houve o convite para uma atividade diferente, a roda de conversa. A partir das falas dos participantes os autores fazem uma pequena discussão com a literatura sobre protagonismo, cogestão de procedimentos terapêuticos, linha de cuidado e o papel social dos Centros de Atenção Psicossocial e dos profissionais desses serviços. A experiência demonstrou que o método da roda de conversa apresenta grande potência terapêutica em uma lógica de horizontalização das relações, capaz de redirecionar o foco do diálogo para o conceito de saúde, projetando os indivíduos para a vida.

Biografia do Autor

Jeferson Samtos Jerônimo, Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Mental Coletiva. Núcleo de Educação, Avaliação e Produção Pedagógica em Saúde/EducaSaúde. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

Bacharel (2012) e Mestre (2014) em Educação Física pela Escola Superior de Educação Física/ESEF da Universidade Federal de Pelotas/UFPel. Possui experiência na área da saúde pública com aplicação de atividade física para pessoas com deficiência, para pessoas com sofrimento psíquico e para pessoas atendidas em Unidades Básicas de Saúde Estratégia Saúde da Família. Durante o Mestrado estudou saúde de trabalhadores de Centros de Atenção Psicossocial/CAPS e foi integrante do Grupo de Pesquisa: Enfermagem, Saúde Mental e Saúde Coletiva e do Grupo de Estudos em Epidemiologia da Atividade Física - Atenção Básica. Atualmente é Residente em Saúde Mental Coletiva pelo Programa de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Mental Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS do Núcleo de Educação, Avaliação e Produção Pedagógica em Saúde - EducaSaúde. Associado à Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde/SBAFS; Filiado à Associação Brasileira de Saúde Mental/ABRASME e associado à Associação Brasileira de Saúde Coletiva/ABRASCO.

Carla Michele Rech, Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

Possui graduação em Ciências Sociais (Licenciatura) pelo Instituto de Sociologia e Política da Universidade Federal de Pelotas (2010); graduação em Medicina Veterinária pela mesma universidade (2003) e mestrado em Sociologia pelo Programa de Pós graduação em Sociologia da Universidade Federal de Pelotas (2013). Tem experiência na elaboração e execução de projetos de desenvolvimento ligados a agricultura familiar e implantação de políticas públicas de desenvolvimento territorial e diversificação produtiva junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e as pesquisas desenvolvidas até o momento tem como foco principal os processos de participação social, relações entre Estado e movimentos sociais, mediação social e políticas públicas.

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Publicado

2016-04-04

Edição

Seção

Número Temático: A terapêutica e a natureza do terapêutico