Um (des)cuidado compartilhado: reflexões sobre a clínica psicanalítica com crianças e adolescentes na atenção psicossocial
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Abstract
A partir do relato de uma experiência clínica no Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil, do município de Queimados (RJ), este artigo ressalta a Intersetorialidade como uma valiosa estratégia na montagem da rede de cuidados de crianças e adolescentes. Tomamos como direção a ideia de que os parceiros dos diferentes setores envolvidos no trabalho, através de um cuidado compartilhado, possam contribuir para potencialização de novas possibilidades na atenção psicossocial desses sujeitos. Porque, seguindo os princípios do SUS, as diretrizes da Política de Saúde Mental brasileira e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) vamos considerar a criança não como simples objeto, mas como sujeito de direitos, que deve ser acolhida e cuidada em sua singularidade. Em consonância com essa perspectiva da criança como sujeito, responsável por sua demanda e por seu sintoma, trazemos algumas considerações da Psicanálise que fundamentam esse estudo de caso, para fomentar nossa reflexão. Partindo da história de uma criança marcada pela dimensão do "descuidado", do abandono, vamos apontar a importância de privilegiarmos a dimensão do compartilhamento do cuidado, as contribuições de cada um dos envolvidos no cenário psicossocial dessa criança e observar efeitos potentes ao dar voz à ela, ao construirmos e sustentarmos um lugar de fala para este "pequeno" sujeito.
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