Trabalhador agrícola em condições de pobreza e indigência: estimativa de um modelo Probit para a região sul do Brasil

Janete Leige Lopes, Rosangela Maria Pontili, Francielly Aparecida Costa

Resumo


Este estudo teve como objetivo investigar a probabilidade de um trabalhadoragrícola, residente na zona rural, da Região Sul do Brasil, pertencer àclasse pobre ou indigente. Fazendo uso de um modelo probit e tendo-secomo base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios(PNAD), do ano 2009, este estudo revelou que: a probabilidade de pobrezaou indigência é maior entre os trabalhadores agrícolas com idade inferiora 40 anos; trabalhadores do sexo masculino têm maior probabilidade depertencer à população pobre ou indigente; trabalhadores brancos apresentammenor probabilidade de serem pobres ou indigentes que os negros, pardose indígenas; quanto maior o tamanho da família, maior a probabilidade deum trabalhador rural ser pobre ou indigente; um maior nível de escolaridadeafeta positivamente as condições de vida dos trabalhadores agrícolas, umavez que diminui a probabilidade de pobreza ou indigência. Vale salientar que este estudo observou uma quantidade considerável de crianças e adolescentes no trabalho agrícola, além de um número expressivo de trabalhadores exercendo sua atividade produtiva sem renda ou para o próprio consumo.Em vista disso, concluiu-se que é de fundamental importância manter e/ou criar políticas públicas que privilegiem melhorar as condições de vidaentre os trabalhadores agrícolas.


Palavras-chave


Trabalhador agrícola; zona rural; pobreza

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-8085.2012v15n2p85

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Revista Textos de Economia. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil - - - eISSN: 2175-8085 - - - está licenciada sob Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional
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