Somos todos mortais: o coronavírus e a natureza aberta da história

Autores

  • Loren Marie Vituri Berbert Universidade Federal de Santa Catarina
  • Rita Laura Segato Universidade de Brasília
  • Renato Bradbury de Oliveira Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5007/1806-5023.2021.e79158

Palavras-chave:

Pandemia, Futuro, América Latina

Resumo

No presente ensaio Rita Segato mobiliza um conjunto de interpretações sobre o possível significado da pandemia do novo coronavírus, em que ele é compreendido como: 1) catalisador de um colapso da ilusão neoliberal; 2) justificativa para a imposição de um estado de exceção; 3) “solução final”; 4) acessório de uma abordagem bélica de estabelecimento de novos inimigos; 5) sintoma da forma insustentável como tratamos o meio ambiente; e 6) arauto da necessidade de uma politicidade em chave feminina. Todas elas, entretanto, estariam fundadas numa vontade de onipotência: a de enquadrar a história em um rumo previsível. Diante da incomunicabilidade deste evento do presente, ela defende como prioridade a abertura para o imprevisível, e a proteção da vida no aqui e agora.

Referências

GRIMSON, A (Org.). El futuro después del COVID-19. Buenos Aires: Presidencia de la Nación, 2020. p. 76-88.

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Publicado

2021-02-10

Edição

Seção

Seção Especial: COVID-19