A palheta e o pincel na construção de um mito fundador

Susana Bleil de Souza

Resumo


O objetivo desse artigo é examinar como parte das elites intelectuais e políticas uruguaias preocupava-se com a orientalização do Estado nacional uruguaio e encarregava-se de consolidar a consciência nacional mediante trabalhos intelectuais e artísticos. Embora cada arte tenha a sua própria linguagem, Juan Manuel Blanes através da pintura procurava expressar as inquietudes de seu tempo: pintar uma nação em construção. Blanes, criou símbolos pictóricos da nacionalidade e inventou um passado iconográfico. Buscou a gênese do nacionalismo uruguaio, nas lutas de independência contra o Brasil e construiu o arcabouço de um imaginário nacional, o subsídio simbólico para a idéia de nação que a elite pensante se dedicava a construir.


Palavras-chave


Nação; Imagem; Identidade; Mito; Juan Manuel Blanes; Uruguai

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7976.2008v15n20p155

Direitos autorais 2019 Susana Bleil de Souza

Esboços: histórias em contextos globais - ISSN da versão impressa 1414-722x (cessou em 2008) e ISSN eletrônico 2175-7976 - Florianópolis - SC - Brasil