“Estar internada é ficar o dia todo presa”: o cotidiano no falatório autobiográfico de Stela do Patrocínio

Viviane Trindade Borges

Resumo


Neste artigo objetivo problematizar a fala de uma paciente da Colônia Juliano Moreira, cuja singularidade e poesia ganharam destaque em âmbito nacional. Refiro-me a Stela do Patrocínio. Seu falatório autobiográfico foi cuidadosamente registrado entre 1986 e 1989 e já inspirou exposições, canções e peças de teatro. Através da análise de tais fontes, objetivo problematizar a imagem tecida pela personagem a respeito da instituição onde viveu por cerca de trinta anos. Em sua fala a vida cotidiana na instituição é desenhada como um modo de existência em que o indivíduo cria relações na base de sua própria possibilidade de ação. Stela não se calou, jogou com sua única possibilidade de ação diante dos limites institucionais: a sua fala, permeada por perplexidade, indignação e sem dúvida, muita lucidez.


Palavras-chave


Cotidiano; Autobiografia; Loucura; Psiquiatria; Stela do Patrocínio

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7976.2009v16n22p139

Direitos autorais 2019 Viviane Trindade Borges

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