O mundo Atlântico e a constituição da hegemonia nagô no Candomblé baiano

Autores

  • Luis Nicolau Parés UFBA

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7976.2010v17n23p165

Palavras-chave:

Candomblé, Nagô, Identidade Etnorreligiosa, Bahia, Século XIX

Resumo

Os dados históricos indicam que práticas religiosas jejes e nagôs, originárias da África ocidental, já estavam consolidadas em Salvador (Bahia, Brasil) na década de 1860, sugerindo que sua organização se deu durante o período de tráfico de escravos. Ainda que a etnogênese iorubá e o nacionalismo cultural e racial do “Renascimento Lagosiano” dos anos 1890 pudessem ter contribuído indiretamente para a “nagôização” do Candomblé baiano, este artigo sustenta que a crescente hegemonia religiosa da “nação” nagô, cristalizada no final do século XIX, foi, sobretudo, o resultado de micropolíticas locais de competição entre crioulos afro-brasileiros.

Biografia do Autor

Luis Nicolau Parés, UFBA

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Publicado

2010-06-28

Edição

Seção

Dossiê