Restauração da Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé: disputa de memórias e polissemia do bem patrimonial

Autores

  • Juliana Lages Sarinho

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7976.2011v18n26p29

Palavras-chave:

Patrimônio, Memória, Rio de Janeiro, Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé

Resumo

O trabalho examina o processo de construção de memórias relacionadas ao bem patrimonial, a partir do estudo de caso da restauração da Igreja Nossa Senhora do Carmo da antiga Sé, realizada para as comemorações do bicentenário de chegada da Família Real ao Brasil, organizada pela Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro em 2008.  Mediante a realização de entrevistas semi-diretivas com atores sociais ligados à igreja e aos órgãos responsáveis pelas obras de restauração, além do recurso à documentação gerada para e em função das obras, foram apontadas as escolhas, conflitos e negociações em jogo no planejamento e execução do projeto. Pôde-se constatar ainda, na análise do processo de restauração, a percepção polissêmica desse bem patrimonial, na medida em que esteve sujeito à introdução de novos usos e significados ligados a práticas turísticas e museais que acompanham sua recuperação arquitetônica.

 

Biografia do Autor

Juliana Lages Sarinho

Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas

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Publicado

2011-12-02