“Arthur Bispo do Rosário está voltando”: patrimonialização e memória na invenção de um personagem ilustre

Viviane Trindade Borges

Resumo


O presente artigo objetiva problematizar a invenção de um personagem ilustre, observando as estratégias de patrimonialização traçadas para configurar sua importância como cidadão local, instituindo-o como patrimônio. O personagem em questão é Arthur Bispo do Rosário, que por 50 anos viveu como internado em um manicômio no Rio de Janeiro em total anonimato e que após sua morte foi instituído como artista contemporâneo reconhecido nacional e internacionalmente. Em 2004, sua cidade natal, Japaratuba (SE) ergueu um memorial em sua homenagem, o qual passou a abrigar seus restos mortais. O processo que liga Bispo à Sergipe é marcado pela atribuição de novos valores, sentidos, usos e significados que procuraram conferir reconhecimento a um artista até então desconhecido em sua cidade natal, atuando diretamente na construção de um valor patrimonial que configura o personagem como lugar de memória.


Palavras-chave


Bispo do Rosário, patrimonialização, lugar de memória, loucura, arte.

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7976.2011v18n26p73

Direitos autorais 2019 Viviane Trindade Borges

Esboços: histórias em contextos globais - ISSN da versão impressa 1414-722x (cessou em 2008) e ISSN eletrônico 2175-7976 - Florianópolis - SC - Brasil