Quando as mulheres filmam: história e gênero no cinema dos anos da ditadura

Autores

  • Alberto da Silva Université Rennes, Université Paris IV

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7976.2012v19n27p14

Palavras-chave:

Estudos de gênero, Ditadura militar, Cinema brasileiro, Representações

Resumo

Na virada dos anos 1970, a sociedade brasileira vivia um dos períodos mais difíceis da ditadura civil-militar imposta em 1964. Se durante a década anterior, os cineastas brasileiros mantinham ainda a esperança de uma mudança da sociedade através de um cinema engajado, o Golpe de Estado e as dificuldades impostas pela censura ditatorial levou-os a realização de um cinema alegórico, barroco e “desencantado”. Por outro lado, se as mulheres, durante os anos 1960, estiveram ausentes, enquanto cineastas, no panorama cinematográfico brasileiro, a partir dos anos 1970, elas dirigiram vários filmes, colocando em evidência as questões relativas à subjetividade e ao corpo feminino, questionando igualmente a família e o autoritarismo patriarcal. Este artigo propõe uma análise de três filmes dirigidos durante esse período que coloca em destaque o trabalho de três diretoras brasileiras: Os homens que eu tive de Teresa Trautman (1973), Mar de Rosas de Ana Carolina (1977) e Patriamada de Tizuka Yamazaki (1984). Além das complexidades e das questões sóciopolíticas do período estudado, as análises destes três filmes podem nos ajudar a compreender um pouco o processo de transformação das representações de gênero, e, igualmente várias mudanças que apontam para um trabalho sobre o plano estético que faz parte integrante da história do cinema brasileiro.

Biografia do Autor

Alberto da Silva, Université Rennes, Université Paris IV

Doutor em História e professor na Université Rennes 2 e na Université Paris IV – Sorbonne. Membro do Grupo de Pesquisa CRIMIC (Centre de Recherche Interdisciplinaire sur les Modes Ibériques Contemporains) – Université Paris IV Sorbonne.

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Publicado

2012-06-09