A natureza do risco: paisagem e risco na análise dos desastres socioambientais

Alfredo Ricardo Silva Lopes

Resumo


O presente artigo discute a utilização do conceito de risco para repensar a noção de paisagem, ao emprega-la pela história para o estudo dos desastres socioambientais. Neste caminho é produzida uma discussão sobre o surgimento do conceito de paisagem oriundo das artes plásticas e apropriado pelos estudos históricos. A importância de “dessacralizar” a paisagem é amparada no entendimento da constante permuta entre percepção e representação para definição da Natureza. A História Ambiental, por sua vez, também considera que a interferência humana é preponderante para a construção e transformação da paisagem. Há um forte elemento antrópico na definição de desastre, pois os eventos climáticos extremos só são adjetivados como desastres, normalmente, quando afetam populações humanas. Em decorrência destas questões, a percepção do risco de novos desastres transforma a compreensão sobre o ambiente que os indivíduos possuem. A noção de Sociedade de Risco de Ulrich Beck, oferece um fértil terreno para discussão acerca dos desastres ambientais e da noção de incerteza nas sociedades contemporâneas.


Palavras-chave


Paisagem; Risco; Desastres Socioambientais

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7976.2013v20n30p52

Direitos autorais 2019 Alfredo Ricardo Silva Lopes

Esboços: histórias em contextos globais - ISSN da versão impressa 1414-722x (cessou em 2008) e ISSN eletrônico 2175-7976 - Florianópolis - SC - Brasil