AS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS NA HISTÓRIA DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS: ENTRE A GOVERNANÇA GLOBAL E AS ESTRATÉGIAS DOS ESTADOS NACIONAIS

Autores

  • Rogerio Santos Costa UNISUL

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7976.2014v21n32p182

Palavras-chave:

Organizações Internacionais, história das relações internacionais, estratégia dos Estados nacionais, governança global

Resumo

Neste artigo procuramos discutir a dinâmica das Organizações Internacionais (OIs) na história das relações internacionais, abordando suas limitações e possibilidades em contribuir como mecanismo de ação coletiva dos Estados nacionais, buscando uma aproximação com os debates acerca da relação das OIs ora com uma “Governança Global”, ora com a estratégia dos Estados nacionais. O estudo considera relevante como influência da dinâmica das OIs as premissas do institucionalismo histórico de path dependency, retornos crescentes e conjunturas críticas, além dos ciclos, tanto de Kondratieff da economia-mundo capitalista, como de hegemonia no sistema internacional. O trabalho contém três seções, além das considerações iniciais e finais, abarcando o período pré e pós-criação da Liga das Nações, um outro durante a Guerra Fria, e, por fim, a última parte dedicada ao momento pós-Guerra Fria até a primeira década do novo milênio. Se, por um lado, é possível assumir a dificuldade de as OIs efetivarem seus objetivos diante das estratégias dos Estados nacionais, por outro, é inegável a sua contribuição em algumas áreas específicas do sistema internacional, que podem indicar o embrião de possibilidades para certa “Governança Global”.

Biografia do Autor

Rogerio Santos Costa, UNISUL

Doutor em Ciência Política (Política Internacional) pela UFRGS, Mestre em Administração (Políticas e Planejamento Governamental) e Bacharel em Ciências Econômicas, ambos pela UFSC. É docente da Universidade do Sul de Santa Catarina - Unisul, atuando com Pesquisa, Ensino e Extensão em perspectiva interdisciplinar a partir da temática da Transferência de Tecnologia como dimensão transversal das seguintes áreas e afins: Ciências Ambientais, Economia e Relações Internacionais. É membro fundador e atual líder do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa - GIPART, onde co-organiza o Seminário de Pesquisa Interdisciplinar - SPI, em 2016 na sua VIII Edição, contando com apoio da FAPESC e CAPES. Possui publicações em Livros, Periodicos e Eventos, de âmbito regional, nacional e internacional.

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Publicado

2014-12-27