Travestilidades e ditadura civil-militar brasileira. Apontamentos de uma pesquisa.

Autores

  • Fábio Henrique Lopes Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7976.2016v23n35p145

Palavras-chave:

Travestilidade, subjetividade, ditadura civil-militar, gênero, sexualidade

Resumo

A ditadura civil-militar brasileira possui uma vasta produção historiográfica. Contudo, as específicas e históricas experiências que forjaram e possibilitaram a constituição da travestilidade e das subjetividades travestis naquele período, 1964-1985, ainda carecem de estudos e reflexões. O  entrecruzamento das históricas travestilidades, com os inúmeros casos de violências, repressão e censura podem evidenciar e oferecer para estudo ações da repressão política-moral-policial ainda não focalizadas. O objetivo central é oferecer apontamentos e pistas iniciais para o debate em torno das violências praticadas durante a ditadura civil-militar brasileira, destacando sua dimensão machista, misógina, homofóbica e heteronormativa, que diversificaram projetos e ações, ora homogeneizando e agrupando todos e todas em um mesmo conjunto, os considerados “opositores políticos ao regime”, ora segmentando, imprimindo nuances nas perseguições, repressão, práticas e formas de violência dirigida às travestis.

Biografia do Autor

Fábio Henrique Lopes, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Professor Adjunto do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da UFRRJ.

Pesquisador do CNPq.

Doutor em História Cultural - Unicamp

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Publicado

2016-09-16