Ditadura Militar brasileira e memórias femininas

Autores

  • Príscila Paula de Sousa Mestranda em História na Universidade Estadual de Campinas. Bolsista Capes desde 06/2014. Bacharelado em História pela Unesp/Franca.

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7976.2018v25n40p453

Palavras-chave:

Ditadura militar, Memórias femininas, Resistências

Resumo

O presente artigo analisa as memórias de algumas mulheres que estiveram no cárcere durante a Ditadura Militar no Brasil, através de seus relatos em entrevistas e depoimentos, afim de entender quais foram as formas por elas encontradas para resistir ao que viveram no período, não se deixando paralisar pelo terror imposto pelos aparatos repressivos. Trata-se também, de analisar como o ato de contar o que houve é também uma forma de contar-se, de estruturar sua subjetividade e buscar uma identidade. Essas mulheres viram e ainda veem suas vidas intimas arrastadas para o público, aprenderam a cuidar do outro e criar relações de solidariedade dentro das prisões, o que as ajudou a resistir. Assim, essas sobreviventes necessitam ter seu lugar e histórias tratados pela historiografia, afim de que não se esqueça que foram parte importante da luta resistente no período ditatorial.

Biografia do Autor

Príscila Paula de Sousa, Mestranda em História na Universidade Estadual de Campinas. Bolsista Capes desde 06/2014. Bacharelado em História pela Unesp/Franca.

Mestrado em História Cultural pela Universidade Estadual de Campinas. http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4452506E9

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Publicado

2018-12-18

Edição

Seção

Artigo