A Revista ethic@ divulga chamadas para os três Dossiês de 2022

2021-06-18

Vol. 21, n. 1 (jan.-apr. 2022):

Dossiê Republicanismo: uma visão normativa / Republicanism: a normative view

Dossier editor: Prof. Dr. Aylton Barbieri Durão (UFSC)

Deadline: 01/15/2022

Publication forecast: April 2022

Ao longo da história da filosofia, associou-se o republicanismo com a ideia da liberdade como autogoverno, não obstante, o neorrepublicanismo inaugurou uma concepção normativa segundo a qual o republicanismo, na verdade, defendeu a liberdade como não-dominação, enquanto correntes políticas mais populistas teriam se baseado na liberdade como autogoverno. Neste dossiê, pretende-se resgatar as concepções políticas que se denominaram republicanas justamente porque se fundamentaram no autogoverno, embora seja desejável relacioná-la com o debate sobre a não-dominação.

Throughout the history of philosophy, republicanism was associated with the idea of freedom as self-government, however, neo-republicanism inaugurated a normative conception according to which republicanism, in fact, had defended freedom as non-domination, while more populist political theories would have been based on freedom as self-government. In this dossier, we intend to rescue the political conceptions that were called republican precisely because they were based on self-government, although it is desirable to relate it to the debate on non-domination.

 

Vol. 21, n. 2 (may-aug. 2022):

Dossiê A recepção de À Paz Perpétua / The reception of Toward Perpetual Peace

Dossier editor: Prof. Dr. Charles Feldhaus (UEL)

Deadline: 05/15/2022

Publication forecast: August 2022

A publicação da obra À paz perpétua de Immanuel Kant em 1795 é um marco na história do direito internacional e reaviva um debate na filosofia política entre realistas (equilíbrio de poder) e idealistas (ética). Kant situa-se numa posição intermediária entre eles; além disso, de um lado se defende um Estado global, de outro se critica o estabelecimento de quaisquer instituições para mediar conflitos. Depois da publicação do opúsculo, pensadores como Jürgen Habermas afirmam que tal projeto ganhou espaço na realidade concreta com a fundação da Liga das Nações em 1919 e sua refundação como Organização das Nações Unidas em 1945. Mas depois de mais de duzentos anos de sua formulação original a proposta precisa de revisões conceituais em importantes aspectos. Por essa razão, a ethic@ - Revista Internacional de Filosofia da Moral está organizando um Dossiê a respeito da recepção de À paz perpétua desde a sua publicação até os dias atuais. A história da recepção dessa obra de Kant é ampla e inclui de resenhas publicadas em periódicos da época de Kant por pensadores como Friedrich Schlegel, Gottlieb Fichte, Friedrich Schütz, Joseph Görres, Friedrich Gentz, até estudos por pensadores contemporâneos como Jürgen Habermas e Axel Honneth. 

The publication of Immanuel Kant’s Towards Perpetual Peace in 1795 is an important milestone in the history of international law and revives a debate in political philosophy between realists (balance of power) and idealists (ethics). Kant is in an intermediate position between them; moreover, on the one hand, a global State is defended, on the other hand, the establishment of any institutions to mediate conflicts is criticized. After the publication of Kant’s essay, thinkers such as Jürgen Habermas affirm that this project gained ground in concrete reality with the foundation of the League of Nations in 1919 and its refoundation as the United Nations in 1945. But after more than two hundred years since its original formulation the proposal needs conceptual revisions in important aspects. That is why ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy is organizing a Dossier on the reception of Towards Perpetual Peace from its publication in 1795 until the present day. The history of the reception of this work by Kant is extensive and included the reviews published in journals from Kant's time by thinkers like Friedrich Schlegel, Gottlieb Fichte, Friedrich Schütz, Joseph Görres, Friedrich Gentz, as well as studies by contemporary thinkers such as Jürgen Habermas and Axel Honneth.

 

Vol. 21, n. 3 (sep.-dec.. 2022):

Dossiê Positivismo Jurídico / Legal Positivism

Dossier editors: Profa. Dra. Cristina Foroni Consani (UFPR) e Prof. Dr. Joel T. Klein (UFPR)

Deadline: 09/15/2022

Publication forecast: December 2022

O positivismo jurídico envolve um conjunto de posições dentro da teoria e filosofia do direito que tem na separação entre direito e moral e/ou justiça uma de suas principais características. Muitas críticas foram formuladas ao positivismo jurídico e aos seus principais postulados após a II Guerra Mundial. Uma das mais contundentes foi a crítica ao formalismo, de acordo com a qual o direito segundo critérios positivistas poderia abrigar injustiças tamanhas como aquelas cometidas pelos regimes totalitários. Nesse contexto, ressurgiu nas teorias do direito o debate a respeito da reaproximação entre o direito e os ideais de justiça e de moralidade. Como uma reação às críticas, na segunda metade do século XX, principalmente a partir do final dos anos de 1970, o positivismo jurídico ganha novo impulso e volta a desempenhar importante papel no debate contemporâneo. O objetivo deste Dossiê é discutir a teoria positivista a partir de seus mais diferentes aspectos e contribuições filosóficas, seja na perspectiva da história das ideias, seja em suas interlocuções com áreas como a metaética ou a política.  Novas avaliações e críticas ao positivismo também são bem vindas.

Legal positivism entails a cluster of positions in theory and philosophy of law based on the separation between law and morals and / or justice. It was subject to multiple critiques following World War II. One of the most crucial was that of formalism, which held that the positivist concept of law could permit injustice such as that committed by totalitarian regimes. However, from the 1970s on, legal positivism has gained new momentum and assumed a significant role in contemporary debates. This Dossier aims to address juridical positivism, focusing on its many different facets and using a wide range of philosophical frameworks from the history of ideas to meta-ethics and politics. New appraisals and criticisms to legal positivism are also welcome.