O existencial da liberdade: Hegel e as precondições da democracia

Autores

  • Konrad Utz

DOI:

https://doi.org/10.5007/1677-2954.2009v8n2p169

Palavras-chave:

Hegel, Estado, Liberdade, Democracia, Existencial, Partiotismo

Resumo

O artigo tenciona atualizar alguns aspectos fundamentais da Filosofi a Prática de Hegel com vistas àdiscussão atual sobre a democracia. Hegel oferece uma alternativa à compreensão básica do Políticonos grandes debates fi losófi cos atuais. Para ele, a sociedade civil e o estado não são, em primeiro lugar,espaços onde diferentes formas de poder são exercidas, cujas estruturas devem ser debatidas. Antes disso,o Político é o espaço da auto-efetivação de sujeitos na sua auto-compreensão como seres livres. Essaauto-compreensão precisa ser articulada pela fi losofi a. A discussão das formas de governo e das estruturasdas instituições públicas só pode ser iniciada a partir disso. Essa compreensão de si mesmo que determinatoda a vivência dos sujeitos ético-políticos é chamada aqui de “existencial da liberdade”: um existencialracional, comunitário e intersubjetivo. Este existencial articula-se como amor na família, como honraprofi ssional na sociedade civil, e, fi nalmente e mais perfeitamente, como patriotismo no estado, i.e., como“patriotismo da liberdade”. No fi nal do artigo, algumas consequências concretas dessa interpretação dateoria hegeliana para nossa compreensão da democracia contemporânea são explicadas.

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Publicado

2009-08-06

Edição

Seção

Artigos