O existencial da liberdade: Hegel e as precondições da democracia

Konrad Utz

Resumo


O artigo tenciona atualizar alguns aspectos fundamentais da Filosofi a Prática de Hegel com vistas àdiscussão atual sobre a democracia. Hegel oferece uma alternativa à compreensão básica do Políticonos grandes debates fi losófi cos atuais. Para ele, a sociedade civil e o estado não são, em primeiro lugar,espaços onde diferentes formas de poder são exercidas, cujas estruturas devem ser debatidas. Antes disso,o Político é o espaço da auto-efetivação de sujeitos na sua auto-compreensão como seres livres. Essaauto-compreensão precisa ser articulada pela fi losofi a. A discussão das formas de governo e das estruturasdas instituições públicas só pode ser iniciada a partir disso. Essa compreensão de si mesmo que determinatoda a vivência dos sujeitos ético-políticos é chamada aqui de “existencial da liberdade”: um existencialracional, comunitário e intersubjetivo. Este existencial articula-se como amor na família, como honraprofi ssional na sociedade civil, e, fi nalmente e mais perfeitamente, como patriotismo no estado, i.e., como“patriotismo da liberdade”. No fi nal do artigo, algumas consequências concretas dessa interpretação dateoria hegeliana para nossa compreensão da democracia contemporânea são explicadas.


Palavras-chave


Hegel; Estado; Liberdade; Democracia; Existencial; Partiotismo

Texto completo:

PDF/A


DOI: https://doi.org/10.5007/1677-2954.2009v8n2p169

 

 

 

 

 

ethic@. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 1677-2954

Licença Creative Commons
This obra is licensed under a  Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional