Por que Hume não é emotivista?

Giovani M. Lunardi

Resumo


Na tradição filosófica contemporânea principalmente no âmbito da filosofia analítica, a filosofia moral de David Hume é considerada como legítima representante e precursora da Escola Emotivista. Para essa escola, Hume apresentou de forma definitiva com os argumentos da dicotomia ser/dever-ser (is/ought), suas críticas à metafísica e ao racionalismo, os campos e limites da moralidade. Assim, os emotivistas consideram que questões morais não podem ser derivadas de fatos ou, mais radicalmente, não teriam nenhuma base de racionalidade, sendo puramente manifestação das emoções e paixões. Nesse trabalho, apresentamos dificuldades para a interpretação emotivista e sustentamos que o princípio da simpatia (sympathy) e a teoria do espectador judicioso (judicious spectator) presentes na filosofia moral humeana oferecem suporte para uma interpretação alternativa.


Palavras-chave


Filosofia Moral; David Hume; Emotivismo; Sensibilidade

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DOI: https://doi.org/10.5007/1677-2954.2010v9n3p69

 

 

 

 

 

ethic@. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 1677-2954

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