Levinas, Ricoeur e os imprevistos da história

Autores

  • Marcelo Fabri UFSM

DOI:

https://doi.org/10.5007/1677-2954.2012v11n1p125

Palavras-chave:

Sentido, não-sentido, condição histórica, ética, fenomenologia

Resumo

O artigo discute o problema da condição histórica em Levinas e Ricoeur tomando como fio condutor a relação entre ética e ontologia, bem como o papel da memória em história e em filosofia. O ponto de partida é a questão de Jan Patocka, em um livro intitulado Ensaios Heréticos: “A história tem um sentido?”. Diante da crise do sentido que caracteriza o mundo contemporâneo, procura-se mostrar que o não-sentido é uma possibilidade sempre iminente nas situações históricas, mas, para que isso não seja a última palavra na interpretação de nossa humana condição, vale enfrentar a seguinte tarefa: retomar um confronto dialógico entre a crítica ética da ontologia (Levinas) e o desejo de ser, essencial em toda busca de sentido ou esforço hermenêutico (Ricoeur).

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Publicado

2012-08-22

Edição

Seção

Artigos