“A vida é apenas um espelho” – o conceito crítico de vida de Schopenhauer
DOI:
https://doi.org/10.5007/1677-2954.2012v11nesp1p17Abstract
Schopenhauer é considerado o precursor ou o primeiro representante da filosofia da vida, desenvolvida posteriormente por Dilthey, Nietzsche, Bergson e outros. Em contraste com a filosofia clássica da vida e com as concepções éticas a ela relacionadas, a vida em Schopenhauer não é vista como um fim, mas como um meio para um outro fim, ou seja, para a ética, que culmina na negação da vontade de vida. Já nas primeiras anotações manuscritas, Schopenhauer usa diversas metáforas para caracterizar a vida como um meio para o conhecimento ético. Com bastante frequencia aparece a imagem da vida como espelho, no qual o homem vê sua própria natureza e assim a essência do mundo. Na obra madura, essa imagem é substituída pelo conceito de objetivação da vontade. Na medida em que a mais elevada e mais clara objetivação da vontade representa a história da vida de um indivíduo, o conceito de vida de Schopenhauer é estreitamente ligado à sua teoria do caráter. Neste ensaio eu considero a complicada relação entre vida, conhecimento e ética em Schopenahauer no pano de fundo de sua hermenêutica protometafísica, seguindo o desenvolvimento de seu uso da metáfora do espelho.
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