Democracy and Plural Voting in John Stuart Mill’s Political Thought

Autores

  • Átila Amaral Brilhante Universidade Federal do Ceará
  • Francisco José Sales Rocha Universidade Federal do Ceará.

DOI:

https://doi.org/10.5007/1677-2954.2013v12n1p53

Palavras-chave:

voto plural, participação, competência, controlabilidade, democracia

Resumo

Este artigo é destinado a mostrar que a defesa do voto plural empreendida por John Stuart Mill não é compatível com as linhas gerais da sua concepção de democracia. Objetivando combater a tirania das massas, Mill propôs que os votos tivessem valores diferenciados de acordo com o padrão educacional dos cidadãos. Ele não percebeu, entretanto, que tal proposta desestimulava a participação da maioria do eleitorado na vida pública e estabelecia uma equivalência entre conhecimento político e expertise em assuntos de governo, o que, em certa medida, enfraquece as suas credenciais democráticas. Mill objetivou criar um equilíbrio de poder que possibilitasse aos eleitores de nível educacional mais elevado ter alguma influência no processo político, o que, segundo ele, não aconteceria se aos votos tivessem o mesmo valor.  O sistema plural de votação que ele propôs, entretanto, tendia a dar a impressão de que ele estava desrespeitando o eleitor comum e criando arbitrariamente uma aristocracia eleitoral.

 

Biografia do Autor

Átila Amaral Brilhante, Universidade Federal do Ceará

Professor da UFC desde 1995.
Pubiclação: Filosofia Política Liberal, Utilitarismo, Pensamento Social Cristão. Interesses outros: ética e regulação econômica e religião e sociedade.

Francisco José Sales Rocha, Universidade Federal do Ceará.

Professor da UFC desde 1994.
Publicação: economia política, desenvolvimento regional e teoria política.

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Publicado

2013-07-28

Edição

Seção

Artigos