Foucault e a ética da infâmia

Autores

  • Tomás Mendonça da Silva Prado Universidade São Judas Tadeu SP Professor de Filosofia

DOI:

https://doi.org/10.5007/1677-2954.2014v13n2p323

Resumo

Trata-se, neste trabalho, de investigar se um conjunto de práticas examinadas por Michel Foucault pode ser caracterizado, segundo nossos próprios termos, como uma ética infame. Tecida por meio dos conceitos de discurso e poder, e inscrita em arquivos históricos, ela subverte a compreensão teórica habitual de poder travado entre diferentes classes ou raças, reconhecendo formas heterogêneas de acordos e desacordos entre grupos em vista da normatização ou da exclusão de indivíduos. Constituída por discursos que revelam pequenos segredos e disputas do cotidiano, a ética da infâmia é uma rede de relações que parte de um apelo vitimado a instâncias supostamente altruístas em nome da salvação de indivíduos perdidos na liberdade que reivindicaram para si próprios.

Biografia do Autor

Tomás Mendonça da Silva Prado, Universidade São Judas Tadeu SP Professor de Filosofia

Graduado em Filosofia pela UFRJ e mestre e doutor em Filosofia pela PUC-RIO. Realizou mestrado sanduíche na Université Paris 1 Pantheon-Sorbonne. No Rio de Janeiro, foi professor das universidades Cândido Mendes, Pró-Saber e IBMEC. Atualmente, é professor efetivo nos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo.

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Publicado

2014-12-17

Edição

Seção

Artigos