O cognitivismo moral pragmático entre as antinomias metaéticas realistas e antirrealistas

Autores

  • Léo Peruzzo Júnior PUCPR FAE

DOI:

https://doi.org/10.5007/1677-2954.2015v14n3p415

Palavras-chave:

Realismo moral, Antinomias Metaéticas, Não Cognitivismo, Cognitivismo Moral Pragmático

Resumo

O presente artigo apresenta o cognitivismo moral pragmático como forma de superar as antinomias metaéticas realistas e antirrealistas e a (im)possibilidade de representação mental do conteúdo moral. Esta posição é sustentada a partir da reconstrução do debate instaurado entre cognitivistas e não cognitivistas; especialmente nas interpretações fornecidas pelo realismo moral de McDowell e pelo quase-realismo de Blackburn. Assim, o pressuposto comum a essas duas teorias metaéticas [cognitivismo e não cognitivismo] pretende ser superado pelo cognitivismo pragmático, uma vez que suas falsas dicotomias partem da tese de que todo conhecimento moral é proposicional. Para sanar esse paradoxo, evitamos uma dicotomia radical entre fatos e valores, isto é, não há ações que podem ser valoradas extrinsecamente ao contexto do seu uso. 

Biografia do Autor

Léo Peruzzo Júnior, PUCPR FAE

Doutor em Filosofia pela UFSC; Graduado e Mestre em Filosofia pela PUCPR. Professor colaborador do PPGF Mestrado e Doutorado na PUCPR e na Escola de Educação e Humanidades na PUCPR. Professor Adjunto na FAE Centro Universitário.

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Publicado

2015-09-04

Edição

Seção

Artigos