Considerações sobre Agamben

Luiz Hebeche

Resumo


Giorgio Agamben em pequenos artigos, entrevistas e baixo-assinados tem chamado a atenção para o estado de abandono do povo palestino, mas curiosamente esse assunto não é tratado em suas obras mais importantes. Em Homo sacer, por exemplo, ele retoma o termo “muçulmano”, comumente empregado pelos prisioneiros dos campos de concentração como a expressão do maior abandono possível da existência humana, mas não reflete suficientemente sobre a origem dessa palavra, isto é, de que nessa expressão já se encontrava o ódio e o desprezo do sionismo, não só entre os próprios prisioneiros, mas pelo povo palestino e pelos árabes em geral. A seguir comentaremos brevemente algumas obras desse autor que, dando continuidade à ideologia da vitimação, faz com que, mais uma vez, o passado inominável acabe encobrindo o presente abominável.


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DOI: https://doi.org/10.5007/1677-2954.2012v11n3p329

 

 

 

 

 

ethic@. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 1677-2954

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