Da representação política à normatividade social

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1677-2954.2021.e83780

Palavras-chave:

Política de representação, Normatividade, Auto-organização, Canguilhem

Resumo

Este artigo traz uma reflexão acerca das organizações sociais humanas com recurso às ciências da vida, ou melhor, ao estatuto da vida concebido por Georges Canguilhem. Para ele, na vida prevalece a normatividade biológica, um argumento próprio do que se poderia chamar sua “filosofia biológica” e que dá sustentação à sua apenas esboçada “teoria social”. Uma filosofia construída a partir dos desenvolvimentos da Biologia e da Medicina e efetivada nos conceitos que delas extraiu. Em suma, sem reduzir os fatos humanos aos fatos naturais, trata-se de aplicar-lhes, por meio da noção de normatividade enquanto auto-organização social, um ponto de vista valorativo, vale dizer, axiológico que Canguilhem compartilhou com Nietzsche.

 

 

 

Biografia do Autor

Francisco Verardi Bocca, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Doutor em Filosofia e Professor Titular do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCPR.

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Publicado

2021-12-16