Incubação de empreendimentos populares: apropriando metodologias de intervenção às contingências dos processos

Autores

  • Alan Freitas
  • ALAIR FERREIRA DE FREITAS Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
  • MARCELO MINÁ DIAS Universidade Federal de Viçosa

DOI:

https://doi.org/10.5007/1807-0221.2012v9n13p76

Palavras-chave:

Incubação, Extensão, Associativismo

Resumo

 

As Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas populares (ITCP) vem se configurando como importante experiência de combate a pobreza e ao desemprego por meio das ações das universidades. Na maior parte destas experiências de incubação nota-se que a metodologia adotada no trabalho com grupos populares acontece de forma seqüencial, basicamente em três etapas, pré-incubação, incubação e desincubação. Este artigo aborda uma experiência de incubação realizada pela ITCP/UFV junto a um projeto de assentamento de reforma agrária em Minas Gerais, e tem o objetivo de descrever e analisar o processo de intervenção e as implicações da inversão da metodologia para o processo de incubação. A incubação neste caso realizou-se de maneira inversa, iniciando os trabalhos pela formalização, que normalmente se dá na ultima etapa. A metodologia adotado neste processo diz respeito à utilização de demonstração técnicas, oficinas e dinâmicas de grupos para capacitação dos assentados em questões jurídico-administrativas. Como resultado deste processo inverso de incubação tem-se inicialmente a constituição de uma associação (ARCA/ZM) no assentamento “Olga Benário”, e conseqüentemente a construção, pelos assentados, de uma estrutura organizacional adequada a realidade de organização do assentamento. Dessa forma a constituição da associação, forjada pela necessidade local de acesso a políticas públicas, desvia-se das etapas metodológicas comumente aplicadas, mas apresenta-se como estratégia positiva para viabilização do empreendimento, diante das contingências apresentadas nos processos de desenvolvimento.

Biografia do Autor

ALAIR FERREIRA DE FREITAS, Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)

Mestre em Extensão Rural, Professor da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)

MARCELO MINÁ DIAS, Universidade Federal de Viçosa

Doutor em Ciências Sociais, Professor do Departamento de Econômia Rural da UFV

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Publicado

2012-11-21