Estudar estrutura da língua: a atividade extensionista e a EaD como espaços de democratização do conhecimento

Daniele Bertollo, Alcione Tereza Corbari, Higor Miranda Cavalcante, Quézia Cavalheiro Mingorance Ramos

Resumo


Este artigo objetiva apresentar o projeto de extensão Morfologia básica da língua portuguesa: estrutura e formação da palavra, desenvolvido na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (campus de Cascavel),bem como refletir sobre a potencialidade da tecnologia na formação inicial e continuada do professor e no movimento de aproximação entre universidade e comunidade. A atividade extensionista teve início em 2018, como projeto piloto,tendo por objetivo central construir e implementar um curso voltado à socialização do conhecimento sobre o nível mórfico da língua portuguesa; em 2019, teve seu status alterado para ‘projeto permanente’, passando a ser ofertado anualmente. Seu potencial como ferramenta de difusão do conhecimento relativo à estrutura da língua portuguesa levou a alterações metodológicas de maneira a se transformar em uma atividade realizada integralmente a distância. Além de estar contribuindo para a formação inicial e continuada de professores de todo o território nacional, tem desempenhado importante papel na formação dos professores formados e em formação que participam da equipe proponente.


Palavras-chave


Extensão; Formação de professores; EaD; Estrutura da língua portuguesa

Texto completo:

PDF

Referências


ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola Editorial, 2003.

AQUINO, R. Educação a distância: facilitadora do acesso à formação profissional. Augustus, Rio de Janeiro, p. 01-08, 2007.Disponível em: http://apl.unisuam.edu.br/augustus/index.php?option=com_content&view=article&id=124:educacao-a-distancia-facilitadora-do-acesso-a-formacao-educacional&catid=44:edicao-24-artigos&Itemid=74. Acesso em: 07 abr. 2018.

ALVARELI, L. V. G. Auto-heteroecoformação tecnológica experienciada por um professor atuante na plataforma Moodle sob a perspectiva da Complexidade. 2012. Tese (Doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2012.

BECHARA, E. Gramática escolar da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna, 2006.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.

BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: língua portuguesa: ensino fundamental. Brasília: MEC, 1998.

COSCARELLI, C. V. Tecnologias para aprender. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.

DUART, J. M.; SANGRA, A. Aprender en la virtualidad. Barcelona: Gedisa, 2000.

GLOBAL Internet use accelerates. [S.l.]: We Are Social/Hootsuite, 2019. Disponível em: https://wearesocial.com/blog/2019/01/digital-2019-global-internet-use-accelerates. Acesso em: 09 set. 2019.

GRANETTO, J. C.; DAL MOLIN, B. H; LUDIVICO, F. M. Educação a Distância como Modalidade Inclusiva: e-Sipris. Revista Científica em Educação a Distância,[S.l.], v. 5, n. 2, jan. 2015. Disponível em: http://eademfoco.cecierj.edu.br/index.php/Revista/article/view/220/140. Acesso em: 31 maio 2019.

LEMKE, J. L. Travels in Hipermodality. Visual Communication, [S.l.], v. 1, n. 3, p. 299-325, out. 2002. Disponível em: https://doi.org/10.1177/147035720200100303https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/147035720200100303. Acesso em: 11 set. 2019.

LÉVY, P. Cibercultura. Trad. Carlos Irineu da Costa. 3. ed. São Paulo: Editora 34, 2010.

LUDOVICO, F. M.; DAL MOLIN, B. H. Educação a distância: um script para muitos atores.In:ENCONTRO INTERMEDIÁRIO DO GRUPO DE PESQUISA CONFLUÊNCIAS DA FICÇÃO, HISTÓRIA E MEMÓRIA NA LITERATURA E NAS DIVERSAS LINGUAGENS, 3., 2014, Cascavel, Anais... Cascavel: Edunioeste, 2014. p. 34-46. Disponível em: http://www.seminariolhm.com.br/home/wp-content/uploads/2014/07/ANAIS-DO-III-ENCONTRO-INTERMEDIARIO-GRUPO-DE-PESQUISA-CONFLUENCIAS-DA-FICCAO.pdf. Acesso em: 15 abr. 2019.

NEVES, M. H. M. A gramática: conhecimento e ensino. In: AZEREDO, J. C. (org.). Línguaportuguesa em debate: conhecimento e ensino. 5 ed. Petrópolis: Vozes, 2008. p.52-73.

PARANÁ. Diretrizes curriculares da educação básica: língua portuguesa. Curitiba: SEED, 2008.

PERINI, M. Gramática do português brasileiro. São Paulo: Parábola, 2010.

PRADO, M. E. B. B. Articulações entre áreas de conhecimento e tecnologia. Articulando saberes e transformando a prática. In: ALMEIDA, M. E. B.; MORAN, J. M. (org.). Integração das tecnologias na educação. Brasília: Ministério da Educação; SEED, 2005. p. 54-58.

ROJO; R. H. R.; MOURA, E. Letramentos, mídias, linguagens. São Paulo: Parábola Editorial, 2019.

ROJO, R. H. R.; MOURA, E. Multileramentos na escola. São Paulo: Parábola Editorial, 2012.

SANTAELLA, L. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007.

SOUZA, A. R. B.; SARTORI, A. S.; ROESLER, J. Mediação pedagógica na Educação a Distância: entre enunciados teóricos e práticas construídas. Revista Diálogo Educacional, Curitiba, v.8, n.24, p.327-339, maio/ago. 2008.

TRAVAGLIA, L. C. Gramática: ensino plural. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2011.




DOI: https://doi.org/10.5007/1807-0221.2020v17n35p40



Extensio: R. Eletr. de Extensão, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN 1807-0221.