Atividades extensionistas com equipe de consultoria em cuidados paliativos: contribuições na formação em saúde

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1807-0221.2021.e76669

Palavras-chave:

Cuidados Paliativos na Terminalidade da Vida, Hospitais de Ensino, Educação em Enfermagem, Equipe de Assistência ao Paciente, Cuidados Paliativos

Resumo

Este artigo tem por objetivo relatar atividades extensionistas desenvolvidas junto a uma Equipe de Consultoria em Cuidados Paliativos (ECCP) entre 2018 e 2019. Destaca-se a organização, dinâmica de avaliação e atenção às pessoas em cuidados paliativos (CP) hospitalizadas e suas famílias pela ECCP e estudantes de graduação em enfermagem em articulação com profissionais diretamente responsáveis pela assistência em unidades de internação de um Hospital de Ensino do Sul do Brasil. Por serem enfermeiros os profissionais mais vinculados ao cuidado, seja por suas atividades ou pelo tempo que permanecem com os indivíduos, é fundamental a educação destes sobre o morrer e a morte desde a graduação. Conclui-se que ECCP em instituições hospitalares pode melhorar a qualidade do cuidado prestado às pessoas com doenças que ameaçam à vida e suas famílias, por meio da educação permanente de profissionais saúde e da aproximação de estudantes com as especificidades deste cenário.

Biografia do Autor

Franciele Roberta Cordeiro, Universidade Federal de Pelotas

Doutorado em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora Adjunta no Departamento de Enfermagem Hospitalar na Rede de Atenção à Saúde (DEHRAS) e no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Juliana Zeppini Giudice, Universidade Federal de Pelotas

Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas.

Carina Rabêlo Moscoso, Universidade Federal de Pelotas

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas.

Vanessa Pellegrini Fernandes, Universidade Federal de Pelotas

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Pelotas. Médica da Equipe de Consultoria em Cuidados Paliativos do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas/ Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.

Ana Cristina Fraga da Fonseca, Universidade Federal de Pelotas

Possui graduação em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade Federal de Pelotas. Enfermeira da Equipe de Consultoria em Cuidados Paliativos do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas/ Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.

Julieta Carriconde Fripp, Universidade Federal de Pelotas

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Doutora em Ciências pela UFPEL. Professora Adjunta na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas.

Referências

BASTOS, B. R. et al. Perfil sociodemográfico dos pacientes em cuidados paliativos em um hospital de referência em oncologia do estado do Pará, Brasil. Revista Pan-Amazônica de Saúde, v. 9, n. 2, p. 31-36, 2018. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5123/s2176-62232018000200004. Acesso em: 15 abr. 2020.

BEDUSCHI, F. M. et al. Cuidados paliativos no atendimento público hospitalar: a importância do atendimento de pacientes jovens. Revista Sociedade Brasileira de Clínica Médica, v. 16, n. 2, p. 80-84, 2018. Disponível em: http://www.sbcm.org.br/ojs3/index.php/rsbcm/article/view/336/304. Acesso em: 15 abr. 2020.

BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução nº 41, de 31 de outubro de 2018. Dispõe sobre as diretrizes para a organização dos cuidados paliativos, a luz dos cuidados continuados integrados, no âmbito do SUS. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 31 out. 2018. Seção 1, p. 276.

CASSEL, J.B. et al. The business case for palliative care: translating research into program development in the U.S. Journal Pain Symptom Manage, v. 50, n. 6, p. 741-749, 2015. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.jpainsymman.2015.06.013. Acesso em: 15 abr. 2020.

CASTÔR, K. S. et al. Cuidados paliativos: perfil com olhar biopsicossocial dentre pacientes oncológicos. Brazilian Journal of Pain, v. 2, n. 1, p. 49-54, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.5935/2595-0118.20190010. Acesso em: 15 abr. 2020.

CASTRA, M. L’émergence des soins palliatifs dans la médecine, une forme particulière de militantisme de fin de vie. Quaderni, v. 68, n. 1, p. 25-35, 2009. Disponível em: https://doi.org/10.4000/quaderni.260. Acesso em: 13 fev. 2020.

CORDEIRO, F.R.; KRUSE, M.H.L. Espaços de (final de) vida: estudo etnográfico em domicílios e estabelecimentos médico-sociais brasileiros e franceses. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 40, e20190065, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983- 1447.2019.20190065. Acesso em: 10 jan. 2020.

FARINHOLT, P. et al. A Comparison of the Accuracy of Clinician Prediction of Survival Versus the Palliative Prognostic Index. Journal os pain and management symptom, v. 55, n. 3, p.792-797, 2018. Disponível em: https://www.jpsmjournal.com/article/S0885-3924(17)30693-0/fulltext# Acesso em: 29 nov. 2021.

FERNANDES, M. C. et al. Universidade e a extensão universitária: a visão dos moradores das comunidades circunvizinhas. Educação em Revista, v. 28, n. 4, p. 169-194, 2012. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-46982012000400007. Acesso em: 15 abr. 2020.

FÓRUM DE PRÓ-REITORES DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO SUPERIOR BRASILEIRAS. Política Nacional de Extensão Universitária. Manaus, 2012.

GAMBLIN, V. et al. Les équipes mobiles de soins palliatifs: entre idéal normatif et réalité du terrain. Revue Internationale de Soins Palliatifs, v. 28, n. 1, p. 227-231, 2013. Disponível em: https://www.cairn.info/revue-infokara-2013-4-page-227.htm. Acesso em: 08 mar. 2020.

GARCIA, J. B. S.; RODRIGUES, R.F.; LIMA, S. F. A estruturação de um serviço de cuidados paliativos no Brasil: relato de experiência. Brazilian Journal of Anesthesiology, v. 64, n. 4, p. 286-291, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.bjan.2013.06.007. Acesso em: 08 mar. 2020.

GOIÁS. Assembleia Legislativa. Lei nº 19.726 de 10, de julho de 2017. Institui a Política Estadual de Cuidados Paliativos. Diário Oficial do Estado, Goiânia, GO, 21 jul. 2017.

GOMES, N. S. et al. Conhecimentos e práticas da enfermagem na administração de fluidos por via subcutânea. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 70, n. 5, p. 1096-1105, 2017. Disponível em: https://doi.org.10.1590/0034-7167-2016-0424tt. Acesso em: 15 abr. 2020.

HOSPITAL ESCOLA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS. Carta de serviços ao cidadão. Pelotas: HE UFPEL/EBSERH, 2018.

INTERNATIONAL ASSOCIATION FOR HOSPICE AND PALLIATIVE CARE. Global Consensus based palliative care definition. Houston: The International Association for Hospice and Palliative Care, 2018. Disponível em: https://hospicecare.com/what-we-do/projects/consensus-based-definition-of-palliative-care/definition/.

KRUSE, M. H. L. et al. Cuidados paliativos: uma experiência. Revista HCPA, v. 27, n. 2, p. 49-52, 2007.

LAVAL, G. et al. Soins de support et réunions de concertation pluridisciplinaires (RCP): un nouveau défi? à propos de l’expérience d’un centre hospitalo-universitaire. Oncologie, v. 10, n. 1, p. 598-603, 2008. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s10269-008-0923-2. Acesso em: 15 abr. 2020.

MACIEL, M.G.S. Avaliação do paciente em Cuidados Paliativos. In: CARVALHO, R.T; PARSONS, H.A. Manual de Cuidado Paliativos ANCP: ampliado e atualizado. 2 ed. São Paulo: ANCP, 2012.

MANFREDINI, L. L. Tradução e validação da Escala de Avaliação de Sintomas de Edmonton (ESAS) em pacientes com câncer avançado. 2014. 168 f. Dissertação (Mestrado em oncologia) – Fundação Pio XII, Hospital do Câncer de Barretos, Barretos, 2014.

MARCUCCI, F. C. I. et al. Implantação de uma Unidade de Cuidados Paliativos num hospital de média complexidade de Londrina - PR: relato de experiência. Revista de Saúde Pública do Paraná, v. 18, n. 1, p. 196-203, 2017. Disponível em: http://dx.doi.org/10.22421/1517-7130.2017v18n1p196. Acesso em: 08 mar. 2020.

MEDEIROS, J.B. Caracterização clínica e sociodemográfica de pacientes acompanhados pelo projeto de extensão “A consulta de enfermagem como instrumento de cuidado às pessoas com doenças que ameaçam a vida e suas famílias”. 101 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem), Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2020.

MENEZES, R.A.; BARBOSA, P.C. A construção da “boa morte” em diferentes etapas da vida: reflexões em torno do ideário paliativista para adultos e crianças. Ciência & Saúde Coletiva, v. 18, n. 9, p. 2653–2622, 2013. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1413-81232013000900020. Acesso em: 10 abr. 2020.

MICHELON, F. F. et al. Guia de integralização da extensão nos currículos dos cursos de graduação da Universidade Federal de Pelotas. Pelotas: Universidade Federal de Pelotas, 2019.

MORRISON. R.S. et al. Palliative care consultation teams cut hospital costs for medicaid beneficiaries. Health Affairs, v. 30, n. 3, p. 454-463, 2011. Disponível em: https://doi.org/10.1377/hlthaff.2010.0929. Acesso em: 12 jan. 2020.

MURAD JÚNIOR, M. Avaliação de escore preditor de mortalidade em pacientes com tumor sólido avançado. 47 f. Dissertação de mestrado (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde do Adulto), Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2011.

OLIVEIRA, A. T. et al. Tempo entre a avaliação por uma equipe de consultoria em cuidados paliativos e o óbito de pacientes hospitalizados. In: Congresso de Cuidados Paliativos do Mercosul, 2019, Pelotas. Anais do IV Congresso de Cuidados Paliativos do Mercosul. Pelotas: Unidade Cuidativa da UFPEL, 2019. Disponível em: https://doity.com.br/anais/iv-congresso-cuidados-paliativos-mercosul-v3-2019/trabalho/95107

PAN, H. et al. Path modeling of knowledge, attitude and practice toward palliative care consultation service among Taiwanese nursing staff: a cross-sectional study. BMC Palliat Care, v. 42, n. 1, p. 1-9, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12904-017-0228-6. Acesso em: 2 abr. 2020

RIO GRANDE DO SUL. Assembleia Legislativa. Lei nº 15.277, de 31 de janeiro de 2019. Institui a Política Estadual de Cuidados Paliativos e dá outras providências. Diário Oficial do Estado, Porto Alegre, RS, 31 jan. 2019.

SANTANA, M.T.E.A. et al. Adaptação transcultural e validação semântica de instrumento para identificação de necessidades paliativas em língua portuguesa. Einstein, v. 18, p. eAO5539, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/eins/a/jXYwndR7CyxFVSMMHBrPXMQ/?format=pdf&lang=pt . Acesso em: 29 nov. 2021.

SILVA, G.; CECCHETTO, F. H. Dificuldades vivenciadas pelos profissionais de enfermagem na assistência ao paciente em cuidados paliativos. Revista de Enfermagem UFPI, v. 8, n. 3, p. 64-69, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.26694/2238-7234.8364-69. Acesso em: 14 abr. 2020.

STONER, K. L. et al. Intravenous versus subcutaneous drug administration: which do patients prefer? A Systematic Review. The Patient, v. 8, n. 1, p. 145-153, 2015. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s40271-014-0075-y. Acesso em: 15 abr. 2020.

XAVIER, E.C.L et al. Diagnósticos de enfermagem em cuidados paliativos oncológicos segundo diagrama de abordagem multidimensional. Enfermagem em foco, v.10, n. 3, p. 7, p. 152-157, 2019. Disponível em: http://revista.cofen.gov.br/index.php/enfermagem/article/download/2109/569. Acesso em: 30 jul. 2020.

YAMADA, T. et al. A prospective, multicenter cohort study to validate a simple performance status–based survival prediction system for oncologists. Cancer, v. 123, n. 8, p. 1442-1452, 2017. Disponível em: https://acsjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/cncr.30484. Acesso em: 30 jul. 2020.

Downloads

Publicado

2021-12-16