La vida cotidiana como límite al consumo problemático de drogas: repensando las definiciones de dependencia química

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8034.2025.e103850

Palabras clave:

Vida diaria, Drogas, Ayahuasca, Santo Daime, Salud

Resumen

Este trabajo presenta una discusión sobre la definición de dependencia química. A través de las entrevistas realizadas durante el desarrollo de mi tesis, el concepto de dependencia apareció vinculado a la vida cotidiana, provocando que se ampliara el parámetro biomédico para explicar y comprender el fenómeno de las drogas, ya sea en relación a su uso o en relación a su cuidado. Desde una perspectiva antropológica, busqué analizar los significados dados por dos interlocutores sobre sus percepciones sobre el uso problemático de drogas. La vida cotidiana fue señalada como un límite para definir el consumo problemático de drogas, motivándolos a buscar tratamiento posterior. Con esto, se amplía el parámetro biomédico, considerando que las clasificaciones de calidad de vida son identificadas por sujetos que experimentan sus propios problemas en el día a día.

Biografía del autor/a

Karoliny Martins, Universidade de Brasília

Antropóloga. Doutoranda em Antropologia Social pela Universidade de Brasília; Mestra em Antropologia e Arqueologia (2023) pela Universidade Federal do Paraná; Especialista em Antropologia Cultural (2019) e Licenciada em Ciências Sociais (2017), ambas pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Atuou como Professora de Sociologia da Educação Básica do PR (2016-2022), Professora no curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Relações Étnico-Raciais e Gênero: Ferramentas Teórico e Práticas em Perspectivas Emancipatórias e Teoria Crítica do Direito da Faculdade de Direito da UERJ (2023). Atualmente atua como Assessora Técnica na Coordenação-Geral de Justiça Étnico-racial na Política sobre Drogas, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública; Professora Convidada no Curso de Especialização em Antropologia Cultural da PUC-PR. Tem interesse na discussão sobre produção de saúde em contexto de uso de drogas, usos terapêuticos de substâncias psicoativas, políticas de drogas e questões correlatas, segurança pública, justiça racial e políticas públicas.

Citas

ALVES, Ygor Diego Delgado; PEREIRA, Pedro Paulo Gomes. Uma antropologia do “fluxo”: reflexões

sobre dependência no contexto do crack. Interthesis, Florianópolis, v. 16, p. 121-142, 2019.

BRASIL. Lei n. 13.840, de 5 de junho de 2019. Dispõe sobre o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas e as condições de atenção aos usuários ou dependentes de drogas e para tratar do financiamento das políticas sobre drogas. [2019a]. Disponível em: https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/l13840.htm. Acesso em: 7 set. 2021.

BRASIL. Decreto n. 9.926, de 19 de julho de 2019. Dispõe sobre o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas. [2019b]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/d9926.htm. Acesso em: 7 set. 2021.

BECKER, H. S. Outsiders: estudos de sociologia do desvio. São Paulo: Editora Schwarcz- Companhia das Letras, 2008.

DAS, Veena. Textures of the ordinary: doing anthropology after Wittgenstein. New York: Fordham University Press, 2020.

FIORE M. Tensões entre o biológico e o social nas controvérsias médicas sobre uso de “drogas”. [S.l.]: Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos, 2022.

LABATE, Beatriz Caiuby. A reinvenção do uso da ayahuasca nos centros urbanos. 2000. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.

LABATE, Beatriz Caiuby. A reinvenção do uso da ayahuasca nos centros urbanos. Campinas: Mercado de Letras: Fapesp, 2004.

LANGDON, E. J. A Tradição Narrativa e Aprendizagem com Yagé (Ayahuasca) entre os Índios Siona da Colômbia. In: LABATE, Bia; ARAÚJO, Valdimyr. (org.). A Tradição Narrativa e Aprendizagem com Yagé (Ayahuasca) entre os Índios Siona da Colômbia. 2. ed. Campinas: Fapesp/Editora Mercado de Letras, 2004. v. 1. p. 67-94.

LOECK, J. F. Os usos de psicoativos e seus controles: entre o crime e a doença: a dependência química e seus cuidados: antropologia de políticas públicas e de experiências de indivíduos em situação terapêutica na cidade de Porto Alegre, RS. 2014. 285p. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2014.

LUNA, Luis Eduardo. Vegetalismo: Shamanism among the mestizo population of the Peruvian Amazon. Estocolmo: Almqvist and Wiksell International, 1986.

MERCANTE, Marcelo S. Imagens de Cura: Ayahuasca, imaginação, saúde e doença na Barquinha. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2012. 322p.

PELAEZ, Maria Cristina. No mundo se cura tudo. Interpretações sobre a “cura espiritual” no Santo Daime. 1994. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1994.

PAN, P. M.; SILVEIRA, D. X.; FIDALGO, T. M. Dependência Química. In: FIDALGO, T. M.; SILVEIRA, D. X. (org.). Manual de Psiquiatria. 1. ed. São Paulo: Roca, 2011. p. 1-11.

ROSE, Isabel Santana de. Espiritualidade, terapia e cura: um estudo sobre a expressão da experiência no Santo Daime. 2005. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2005.

ROSE, Isabel Santana de. Repensando as fronteiras entre espiritualidade e terapia: reflexões sobre a ‘cura’ no Santo Daime. Campos, Revista de Antropologia Social, v. 7, n. 1, 2006.

SILVEIRA FILHO, Dartiu Xavier da; DOERING-SILVEIRA, Evelyn Borges. Padrões de uso de Drogas – prevenção dos problemas relacionados ao uso de drogas: capacitação para conselheiros e lideranças comunitárias. 6. ed. Brasília, DF: SENAD-MJ/NUTE-UFSC, 2014.

TAUSSIG, Michael. Xamanismo, Colonialismo e o Homem Selvagem. Editora Paz e Terra. Rio de Janeiro, 1993.

VELHO, Gilberto Cardoso Alves. Nobres e anjos: um estudo de tóxicos e hierarquia. 1975. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1975.

ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Relatório Mundial sobre Drogas 2023 do UNODC. ONU, 2023. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/238195-relat%C3%B3rio-do-unodc-alerta-para-expans%C3%A3o-de-mercados-de-drogas-il%C3%ADcitas. Acesso em: 21 jan. 2026.

Publicado

2026-07-06

Cómo citar

MARTINS, Karoliny. La vida cotidiana como límite al consumo problemático de drogas: repensando las definiciones de dependencia química. Ilha Revista de Antropologia, Florianópolis, v. 27, n. 3, 2026. DOI: 10.5007/2175-8034.2025.e103850. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ilha/article/view/103850. Acesso em: 11 jul. 2026.

Número

Sección

Artigos