IN ARENA - O sagrado “demasiadamente humano” na arte contemporânea

Leila Amaral

Resumo


Tendo como referência os trabalhos dos artistas plásticos Arthur Barrio, Nuno Ramos e Karin Lambrecht, será apresentada uma reflexão relativa à imaginação do sagrado na arte contemporânea, a partir da interpretação de temas, imagens, materiais e categorias formais que sustentam a linguagem contemporânea quando se trata do corpo em sua relação com o visceral. Como argumento central, será sugerido que o sentido de sagrado - ou o sublime como uma categoria irreligiosa do sagrado na cultura contemporânea - refere-se não ao “ser”, mas ao “existir” entre a agitação da vida e da morte, quando todas as determinações finitas se dissolvem e o fracasso aparece na sua forma mais pura, num mundo em que não se espera mais uma articulação definitiva e unívoca entre significado e vida. A hipótese é que tal consciência tem levado, ao invés de a um pensamento niilista em relação ao mundo, a uma aceitação do mistério da existência, quando o homem contemporâneo, numa espécie de vazio da imaginação, tem a possibilidade de se abrir para a aceitação desse mistério.

Palavras-chave


Sagrado; Artes plásticas; Corpo; Condição humana

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

Ilha R. Antr., Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC,  Florianópolis, SC, Brasil, ISSNe 2175-8034