A teoria vivida - Reflexões sobre a orientação em Antropologia

Mariza Peirano

Resumo


A orientação de um aluno é parte fundamental do processo mais amplo de reprodução, continuidade e expansão da antropologia. Somos todos elos de uma seqüência de gerações, e é por meio da relação que se desenvolve entre orientador e orientando que dois pesquisadores vivem uma relação estreita de cumplicidade teórica, inserindo o estudante em uma linhagem de antropólogos. Nesta comunicação explicito dimensões que considero centrais no métier do antropólogo e examino três aspectos específicos: (i) os critérios de orientação - para afirmar que não há como estabelecê-los; (ii) a característica fundante da orientação - para propor que este é o momento sui generis em que a teoria é vivida por duas gerações; e (iii) o papel da orientação nas carreiras intelectuais - para sugerir que, para o bem ou para o mal, uma relação que um dia foi de orientação nunca tem fim.

Palavras-chave


Antropologia; Orientação; linhagens antropológicas; Teoria vivida

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

Ilha R. Antr., Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC,  Florianópolis, SC, Brasil, ISSNe 2175-8034