Escutar no som: gravação e edição de etnografias sonoras a partir de um paradigma ecológico

Autores

  • Viviane Vedana Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8034.2018v20n1p117

Palavras-chave:

Som, Etnografia, Paradigma ecológico, Transdução

Resumo

Discuto neste texto o som a partir da perspectiva ecológica. Trata-se de uma compreensão antropológica das sonoridades como entes em um conjunto de relações e de interações, mais do que simples dados ou aspectos da paisagem. Argumento que os processos de gravação e de edição de sons não são meras reproduções do real, mas formas de aproximação específicas aos sistemas de percepção-ação que compõem as paisagens estudadas. Sigo ainda a discussão sobre a etnografia como transdução para pensar como gravação e edição operam nessas aproximações aos sistemas perceptivos com os quais nos deparamos em campo. A ideia de escuta no som é aqui entendida como uma forma de educação da atenção ou de descoberta orientada para a produção de registros sonoros em campo, tendo em vista o argumento da transdução como forma de fazer etnografias sonoras.

Biografia do Autor

Viviane Vedana, Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

É doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, possui graduação em Ciências Sociais Bacharelado (2002) e mestrado em Antropologia Social (2004) pela mesma universidade. É professora adjunta no departamento de antropologia social da Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisadora do Coletivo de Estudos em Ambientes, Percepções e Práticas (CANOA) da UFSC. Tem experiência na área de Antropologia, atuando principalmente a partir das seguintes temáticas: antropologia, som e experiência; paisagem e ambiente; dinâmicas urbanas, formas de sociabilidade e cotidiano; trajetórias de trabalho e práticas cotidianas.

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Publicado

2018-10-01

Edição

Seção

Dossiê Sons e Etnografias