Novas Subjetividades e ‘Onguização’ nos Movimentos Negros de Ilhéus, Bahia

Ana Claudia Cruz da Silva

Resumo


Surgidos em meados da década de 70 em Salvador, Bahia, os blocos afro – autodefinidos como grupos carnavalescos de preservação da cultura negra – sempre viveram constantes embates com militantes do movimento negro autodenominado político. Partindo do pressuposto que esta oposição tem por base concepções distintas sobre cultura e política, este artigo tem por objetivo apresentar etnograficamente como o desenvolvimento de um projeto social com crianças por parte de um dos blocos afro de Ilhéus (Bahia) tem promovido a aproximação deste com o movimento negro político da cidade. Esta se daria como resultado de um processo geral de onguização da sociedade, que atinge em cheio esses grupos e gera um novo entendimento do que seriam política e cultura, o qual é comum a ambas as partes.

Palavras-chave


Cultura; Política; População Afro-brasileira; Bahia

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

Ilha R. Antr., Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC,  Florianópolis, SC, Brasil, ISSNe 2175-8034