Políticas e Subjetividades nos “Novos Movimentos Culturais”

Marcio Goldman

Resumo


O ponto de partida deste volume foi a percepção de que, ao longo dos últimos anos, um grande número de antropólogos vem se dedicando ao estudo de um certo tipo de fenômeno para o qual diferentes nomes foram oferecidos e em relação ao qual distintas perspectivas teóricas e metodológicas foram adotadas. Trata-se, à primeira vista, daquilo que, já há bastante tempo, vem sendo designado como “novos movimentos sociais”, expressão que costuma designar um conjunto algo heteróclito de lutas que, nas décadas de 1960 e 1970, pareciam estar substituindo o “velho” movimento operário. Por outro lado, ao longo dos anos 1990, foi reforçada uma tendência para que a noção de “cultura” passasse a ocupar o centro de discursos e práticas de um sem número de grupos, o que nos levou a sugerir a designação de “novos movimentos culturais” para essa modulação sofrida pelos novos movimentos sociais. Nesse sentido, nos pareceu que as categorias analíticas adequadas para o estudo desse fenômeno ainda se encontram em fase de elaboração, e que se continua a acionar noções como identidade, política e cultura como se a singularidade dos processos estudados, seu caráter eminentemente micropolítico, as subjetividades neles envolvidas e as concepções nativas do que seriam cultura, política ou identidade não importassem muito. O objetivo básico desse dossiê é justamente propor a adoção de uma perspectiva que leve em conta essas variáveis.

Palavras-chave


movimentos sociais; movimentos culturais; antropologia e política

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

Ilha R. Antr., Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC,  Florianópolis, SC, Brasil, ISSNe 2175-8034