Ativistas e Ativados: Subjetividade e Política no Movimento de Soropositivos no Paraná

Autores

  • Tiago Moreira dos Santos Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

política, subjetividade, doença, pessoa, corporalidade

Resumo

A partir de minha participação em um encontro de ativistas do movimento soropositivo do estado do Paraná, percebi que a teoria política adotada por eles, os quais se auto-referem como “ativistas”, assume um contorno singular em relação à sua práxis. Esse contorno se dá a partir de treinamentos de ativismo e liderança voltados para o engajamento das pessoas vivendo com HIV/aids na luta contra a epidemia. No conjunto daquilo que se denomina “ativismo” está implícito que todo soropositivo deve ser também um “ativista”. Nesse processo, narrativas biográficas assumem papel relevante na estruturação do sujeito “ativista” e também como instrumento político. Com base em relatos biográficos e itinerários de vida e observações etnográficas veiculados nesse contexto, busquei compreender algumas das especificidades da política “ativista” e da constituição desse sujeito.

Biografia do Autor

Tiago Moreira dos Santos, Universidade Federal de Santa Catarina

Mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (2005). Atualmente cursa o doutora em Antropologia Social na mesma instituição. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia da Saúde e Antropologia Política, atuando principalmente nos seguintes temas: redes, socialidade, doença, saúde, corpo, política.

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Publicado

2007-01-01

Edição

Seção

NÚMERO 1: Dossiê Políticas e Subjetividades nos "Novos Movimentos Culturais"