Ativistas e Ativados: Subjetividade e Política no Movimento de Soropositivos no Paraná

Tiago Moreira dos Santos

Resumo


A partir de minha participação em um encontro de ativistas do movimento soropositivo do estado do Paraná, percebi que a teoria política adotada por eles, os quais se auto-referem como “ativistas”, assume um contorno singular em relação à sua práxis. Esse contorno se dá a partir de treinamentos de ativismo e liderança voltados para o engajamento das pessoas vivendo com HIV/aids na luta contra a epidemia. No conjunto daquilo que se denomina “ativismo” está implícito que todo soropositivo deve ser também um “ativista”. Nesse processo, narrativas biográficas assumem papel relevante na estruturação do sujeito “ativista” e também como instrumento político. Com base em relatos biográficos e itinerários de vida e observações etnográficas veiculados nesse contexto, busquei compreender algumas das especificidades da política “ativista” e da constituição desse sujeito.

Palavras-chave


política; subjetividade; doença; pessoa; corporalidade

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

Ilha R. Antr., Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC,  Florianópolis, SC, Brasil, ISSNe 2175-8034