Agronegócios e seus “feitiços” no Polo Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) – Notas sobre as Águas e as Frutas do Vale do São Francisco

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8034.2026.e113126

Palabras clave:

Agronegócio, Antropologia Econômica, Fruticultura, Irrigação, Semiárido

Resumen

Inspirado na noção marxiana de fetichismo da mercadoria, este artigo rastreia aspectos da agricultura irrigada no Polo Juazeiro (BA)/Petrolina (PE). Descreve etnograficamente o Vale do São Francisco como importante exportador mundial de mangas e uvas, destacando os efeitos da ciência, da tecnologia e dos investimentos estatais e empresariais em uma região historicamente marcada por longos períodos de estiagem. Com base em observações realizadas durante visitas técnicas a fazendas e à Embrapa Semiárido, entrevistas com agentes do agronegócio e elites políticas locais e análise de documentos – manuais, folhetos e publicações de agronomia e economia –, o texto evidencia contradições e “feitiços” na gestão da ausência e da presença de águas na moderna fruticultura irrigada do Vale do São Francisco

Biografía del autor/a

Natacha Simei Leal, UnB

Professora do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Brasília (Unb). Atua nos programas de pós-graduação em Ciências Sociais – Estudos Comparados sobre as Américas (PPGECsA /Unb) e Política, Cultura e Ambiente (PoCAm/Univasf). É doutora em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP).

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Publicado

2026-09-28

Cómo citar

LEAL, Natacha Simei. Agronegócios e seus “feitiços” no Polo Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) – Notas sobre as Águas e as Frutas do Vale do São Francisco. Ilha Revista de Antropologia, Florianópolis, v. 28, p. 1–21, 2026. DOI: 10.5007/2175-8034.2026.e113126. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ilha/article/view/113126. Acesso em: 7 oct. 2026.

Número

Sección

Dossiê Antropologias de inspiração marxista em contextos rurais