Vivências de luta pela terra no Planalto Catarinense: um relato de experiência com o MST

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1982-0259.2025.e106594

Palavras-chave:

Relato de experiência, MST, luta pela terra, violência no campo, resistência camponesa

Resumo

Este relato de experiência explora as dinâmicas de violência na luta pela terra no Planalto Catarinense, com foco na atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Descreve as vivências e percepções sobre as formas de repressão enfrentadas pelo movimento em níveis físico, simbólico, psíquico, territorial e institucional. A metodologia adotada, com abordagem etnográfica de imersão participante, envolveu a vivência em assentamentos, acampamentos e ações políticas do MST. Os resultados indicam que a expansão do monocultivo de pinus, impulsionada por empresas de celulose, agrava a degradação ambiental, a superexploração do trabalho e as desigualdades sociais na região. Conclui-se que as ações do MST representam formas de resistência territorial, política e simbólica, ancoradas na agroecologia, na solidariedade comunitária e no enfrentamento da violência estatal e privada. O movimento se apresenta, assim, como uma alternativa concreta ao modelo de desenvolvimento excludente, combinando resistência com a construção de novas formas de vida no campo.

Biografia do Autor

Felipe de Araújo Chersoni, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Mestre em Direito na linha de Direitos Humanos pela Universidade (comunitária) do Extremo Sul Catarinense (PPGD-Unesc), onde foi bolsista do Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Comunitárias (PROSUC-Capes) e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PPGCcrim-PUCRS). É pesquisador vinculado ao Grupo Pensamento Jurídico Crítico Latino-Americano, na qual se subdivide no grupo de Criminologia Crítica Latino-Americana - Andradiano (Unesc); membro pesquisador CNPq no núcleo de Estudos em Gênero e Raça - Negra (Unesc); membro do GT de Criminologia e Movimentos Sociais - Instituto de Pesquisa em Direito e Movimentos Sociais (IPDMS). Pesquisa e escreve sobre Violência de Estado. 

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Publicado

2026-01-06

Edição

Seção

Relato de experiência