Racismo, eugenia e higienismo: reflexões críticas a partir do documentário Holocausto Brasileiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1982-0259.2026.e108778

Palavras-chave:

racismo, eugenia, higienismo, hospital colônia, serviço social

Resumo

Este ensaio apresenta uma reflexão crítica sobre a relação entre racismo, eugenia e higienismo na formação social brasileira, à luz da teoria social crítica de Marx. Fundamenta-se em revisão de literatura, articulada a uma base metodológica documental, tomando o documentário Holocausto Brasileiro como mediação empírica. Os resultados da reflexão indicam como a articulação entre racismo, eugenia e higienismo conformou o aparato científico, institucional e estatal brasileiro ao longo do século XX, reatualizando-se sob novas formas no século XXI. Argumenta-se que as mais de 60 mil mortes ocorridas no Hospital Colônia de Barbacena não resultaram do acaso ou de negligências pontuais, mas expressam uma lógica social que naturaliza a violação de direitos humanos e a eliminação de sujeitos socialmente classificados como “indesejáveis”.

Biografia do Autor

Bianca Neves Arnaud, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Serviço Social (PPGSS) da Universidade Federal do Pará (UFPA).

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Publicado

2026-05-25

Edição

Seção

Espaço temático especial: Saúde mental, reforma psiquiátrica e a luta antimanicomial