Herança familiar na política: retrato dos limites da democracia no Brasil contemporâneo

Autores

  • Maria Cristina de Queiroz Nobre Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, Ceará

DOI:

https://doi.org/10.1590/1982-02592017v20n3p430

Palavras-chave:

Brasil, Democracia, Eleições, Herança Familiar, Crise

Resumo

O artigo traz reflexão teórica sobre a herança familiar na política influindo nos resultados eleitorais ainda hoje, resultado de simbiose que envolve cultura do favor, marketing político e poder econômico. Condição que sugere atualização de nossas raízes coloniais patrimonialistas e registro do inconcluso processo de modernização burguesa. O objetivo da reflexão é contribuir com pistas para se compreender a crise institucional e política que provocou a perda do mandato presidencial de Dilma Rousseff em 2016 através de golpe parlamentar, midiático e jurídico. A análise pauta-se em estudo bibliográfico no contexto de pesquisa particular sobre clãs políticos familiares do Ceará. Ao considerar outros estudos sobre o Brasil, pôde-se constatar a abrangência da influência familiar em diferentes esferas do poder político. Nesses termos, conclui-se sobre a frágil democracia brasileira que é acentuada por novo ciclo neoliberal e perspectivas de perdas de direitos sociais e trabalhistas.  

Biografia do Autor

Maria Cristina de Queiroz Nobre, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, Ceará

Professora Adjunta na Universidade Estadual do Ceará (UCE), atuando na graduação em Serviço Social e no Mestrado em Serviço Social, Trabalho e Questão Social.

Pesquisadora do Laboratório em Pesquisas e Estudos em Serviço Social - LAPESS.

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Publicado

2017-10-11

Edição

Seção

Espaço tema livre