Herança familiar na política: retrato dos limites da democracia no Brasil contemporâneo

Maria Cristina de Queiroz Nobre

Resumo


O artigo traz reflexão teórica sobre a herança familiar na política influindo nos resultados eleitorais ainda hoje, resultado de simbiose que envolve cultura do favor, marketing político e poder econômico. Condição que sugere atualização de nossas raízes coloniais patrimonialistas e registro do inconcluso processo de modernização burguesa. O objetivo da reflexão é contribuir com pistas para se compreender a crise institucional e política que provocou a perda do mandato presidencial de Dilma Rousseff em 2016 através de golpe parlamentar, midiático e jurídico. A análise pauta-se em estudo bibliográfico no contexto de pesquisa particular sobre clãs políticos familiares do Ceará. Ao considerar outros estudos sobre o Brasil, pôde-se constatar a abrangência da influência familiar em diferentes esferas do poder político. Nesses termos, conclui-se sobre a frágil democracia brasileira que é acentuada por novo ciclo neoliberal e perspectivas de perdas de direitos sociais e trabalhistas.  


Palavras-chave


Brasil; Democracia; Eleições; Herança Familiar; Crise

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1982-02592017v20n3p430

R. Katál. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil eISSN: 1982-0259  

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