Capitalismo dependente e cultura autocrática: contribuições para entender o Brasil contemporâneo

Autores

  • Morena Gomes Marques Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.1590/1982-02592018v21n1p137

Palavras-chave:

Capitalismo dependente, Classes sociais, Cultura autocrática

Resumo

A construção deste ensaio é motivada pela necessidade de compreender a natureza dos dilemas vislumbrados na atual conjuntura brasileira – uma economia apartada das necessidades internas, marcada pela restrição sistemática aos trabalhadores no acesso a direitos sociais fundamentais, e um poder de Estado impermeável às necessidades das amplas maiorias. Deste modo, objetiva-se realizar uma análise crítica do que denominamos por cultura autocrática a partir dos seus dois elementos constitutivos: a dependência e a reciclagem do período contrarrevolucionário. Por cultura autocrática compreendemos a expressão política da dependência, caracterizada pela permanente reciclagem do processo democrático, o qual se mantém voltado para anular o ímpeto das forças sociais de baixo e preservar tanto o atual padrão de acumulação do capital, como o autoprivilégio da classe dominante. Para realização deste estudo procedemos à pesquisa bibliográfica e documental; e optamos por ter como principais interlocutores acerca do tema os pensadores Florestan Fernandes (1976, 2008, 2009) e Ruy Mauro Marini (2011, 2012), por considerar imprescindível a produção de ambos acerca do fenômeno da dependência latino-americana.

Biografia do Autor

Morena Gomes Marques, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Mestrado em Serviço Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professora da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

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Publicado

2018-02-09