Saúde na linha de fronteira Brasil-Uruguai: pactos e protagonismos dos atores locais

Helenara Silveira Fagundes, Vera Maria Ribeiro Nogueira, Ineiva Terezinha Kreutz, Daniela Castamann

Resumo


O texto analisa a relação entre os pactos e protocolos transfronteiriços na área da saúde e a atuação dos atores políticos na faixa de fronteira em dois pares de cidades-gêmeas entre Brasil e Uruguai. O objetivo foi resgatar o papel dos gestores e seu protagonismo, visando à atenção à saúde no plano local, considerando os atos binacionais. Foram entrevistados os gestores do sistema local de saúde. Dentre os resultados, destacam-se a dificuldade na materialização dos acordos binacionais e a consequente não ampliação dos direitos decorrentes do protagonismo dos sujeitos políticos locais. Não estão consolidados modelos de gestão cooperativa transfronteiriça, o que exige competência para articular consensos mínimos sobre pontos polêmicos, quando a perspectiva de gestão é democrática e universalista.


Palavras-chave


Cooperação em saúde; Saúde em fronteiras; Política de saúde; Atores políticos; Gestão transfronteiriça em saúde

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DOI: https://doi.org/10.1590/1982-02592018v21n2p293

R. Katál. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil eISSN: 1982-0259  

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