Criminalidade juvenil e estratégias de (des)confinamento na cidade

Autores

  • Carmen S. de Oliveira UNISINOS - São Leopoldo - RS
  • Maria Palma Wolff IAJ - São Leopoldo - RS
  • Ronaldo Henn UNISINOS - São Leopoldo - RS
  • Marta Conte SS - Porto Alegre - RS

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1414-49802006000100006

Palavras-chave:

Violência juvenil, Cidade, Inclusão, Juvenile violence, Urban, Inclusion

Resumo

A problematização apresentada neste trabalho integra um projeto transdisciplinar de pesquisa, cujo ponto de partida é a preocupação das comunidades com a criminalidade. A cidade de São Leopoldo – município com 200 mil habitantes, situado na Região Metropolitana da capital do estado do Rio Grande do Sul – é tomada como referência na análise da cultura do medo relacionada ao jovem infrator. Os dados do município apontam os maiores indicadores na região, que apresenta a maior taxa de internação de adolescentes e a menor proporção de aplicação de medidas em meio aberto. Tais fatores, aliados à escassa cobertura de acompanhamento dessas medidas concorrem para colocar estes jovens em permanente risco, o que leva os autores à discussão dos conceitos de vulnerabilidade e inclusão social. Propõe-se que um dos enfrentamentos necessários em meio aberto é o imaginário social, onde a adolescência pobre e infratora se define como um tipo peculiar de figura-limite, resultante da dificuldade de distinguir entre pertencimento e inclusão, entre o que está fora e o que está dentro, entre exceção e norma.

Biografia do Autor

Carmen S. de Oliveira, UNISINOS - São Leopoldo - RS

Possui graduação em Psicologia pela PUCRS (1977), especialização em Saúde Pública pela Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (1980), mestrado em Psicologia Clínica pela PUCRS (1984) e doutorado em Psicologia (Psicologia Clínica) pela PUCSP (1997). Atualmente é professor titular da UNISINOS. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Tratamento e Prevenção Psicológica, atuando principalmente nos seguintes temas: Subjetividade brasileira.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Maria Palma Wolff, IAJ - São Leopoldo - RS

Possui graduação em Serviço Social pela Pontifícia PUCRS (1980), especialização em Supervisão e mestrado em Serviço Social pela PUCRS (1990) e doutorado em Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais pela Universidade de Zaragoza/ES (2003). Atualmente é presidente do Conselho deliberativo do Instituto de Acesso a Justiça, membro da Comissão Nacional de Fomento aos Conselhos de Comunidade do Ministério da Justiça e consultora da Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e o Adolescente para a elaboração do relatório da Convenção dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Ronaldo Henn, UNISINOS - São Leopoldo - RS

Possui graduação em Comunicação Social Habilitação Em Jornalismo pela UNISINOS (1984), mestrado em Comunicação e Semiótica pela PUCSP (1994) e doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUCSP (2000). Atualmente é professor adjunto da UNISINOS atuando como pesquisador no PPG em Ciência da Comunicação. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo e Editoração, atuando principalmente nos seguintes temas: jornalismo, semiose, comunicação, noticiabilidade e cultura.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Marta Conte, SS - Porto Alegre - RS

Possui formação em Psicologia pela UNISINOS (1983), em Saúde Pública (1986) pela Escola de Saúde Pública da Secretaria do Estado de Saúde do Rio Grande do Sul, mestrado em Psicologia do Desenvolvimento pela UFRGS (1994) e doutorado em Psicologia Clínica pela UCSP (2001). Até dezembro de 2006 foi professora adjunta no Mestrado em Psicologia Clínica, na graduação em Psicologia e membro do Grupo de Estudos Transdisciplinares sobre Violência da UNISINOS. Atualmente é Coordenadora de Ensino da Escola de Saúde Pública da Secretaria de Estado da Saúde.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

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Publicado

2006-04-29