Judiciarização das relações sociais e estratégias de reconhecimento: repensando a ‘violência conjugal’ e a ‘violência intrafamiliar’

Autores

  • Theophilos Rifiotis UFSC - Florianópolis - SC

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1414-49802008000200008

Palavras-chave:

Violência, Gênero, Justiça, Família, Judiciarização, Violence, Gender, Justice, Family, Judicialization

Resumo

Trata-se de um ensaio sobre os movimentos sociais que lutam contra a ‘violência conjugal’ e contra a ‘violência intrafamiliar’, colocando em debate especialmente a estratégia da chamada ‘conquista de ganhos jurídicos’. Aborda-se, inicialmente, a noção de ‘violência’, problematizando a sua pertinência teórica e seus limites analíticos. Num segundo momento, discute-se a centralidade e/ou exclusividade das medidas no âmbito da judiciarização, especialmente a Delegacia da Mulher, e seus limites e dilemas em termos de lutas por reconhecimento social. A seguir, apresenta-se um esboço da teoria sobre lutas por reconhecimento social fundamentado na obra de Axel Honneth, destacando a base moral das demandas por justiça e a complexidade de sua tradução em termos de direitos. Finalmente, o trabalho aponta para uma leitura crítica da judiciarização das relações sociais, insistindo sobre o caráter tridimensional das lutas por reconhecimento e a pluralidade da agenda política no campo da ‘violência conjugal’ e ‘violência intrafamiliar’.

Biografia do Autor

Theophilos Rifiotis, UFSC - Florianópolis - SC

Professor do Departamento de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina. Realizou Pós-doutorado na Université de Montréal de 1999 a 2000. Mestrado na Universidade de Paris V - René Descartes (1982) e Doutorado na USP (1994). É atualmente vice-presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber). Consultor ad hoc do CNPq, CAPES e FAPESP. Coordenador do LEVIS (Laboratório de Estudos das Violências) e do GrupCiber (Grupo de Pesquisa em Ciberantropologia) da UFSC.

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Publicado

2008-01-01