Socioeducação e identidade: onde se utiliza Foucault e Varela para pensar o Sinase

Autores

  • Cleci Maraschin Ufrgs - Porto Alegre - RS
  • Édio Raniere Ufrgs - Porto Alegre - RS

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1414-49802011000100012

Palavras-chave:

Socioeducação, Identidade, Sinase, Políticas públicas

Resumo

O presente trabalho problematiza a utilização, em políticas públicas, de uma imagem-conceito que possui vários nomes: homem, identidade, eu, self, personalidade, ego, alma, psique, subjetividade, individualidade. Propõe discutir algumas das ressonâncias dessa imagem-conceito, seus prejuízos e vicissitudes, quando aplicada às políticas públicas. Elenca como objeto de análise o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). O ensaio procura demonstrar que tal problemática não pode ser restringida a uma questão meramente teórica, já que se trata de invenção, produção e gestão de modos de vida. Ou seja, que quando incorporada a uma política pública tal imagem-conceito produz sentido, leis, normativas, espaços de interação, práticas de condução, políticas de financiamento, agentes, atores, enfim, produz modos de viver.

Biografia do Autor

Cleci Maraschin, Ufrgs - Porto Alegre - RS

Graduada em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1982), Licenciada em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1992), Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1987) e Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1995).

Édio Raniere, Ufrgs - Porto Alegre - RS

Possui graduação em Psicologia pela Universidade Regional de Blumenau (2002) e mestrado em Psicologia (Psicologia Clínica) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005). Doutorando em Psicologia Social pela Ufrgs.

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Publicado

2011-01-01