Hegemonia, consenso e coerção e os beneficiários do Programa Bolsa Família

Autores

  • Sônia Maria Ranincheski Centro de Pesquisa e Pós Graduação sobre as Américas / Instituto de Ciências Sociais / Universidade de Brasília.
  • Carla Etiene Mendonça da Silva Centro de Pesquisa e Pós Graduação sobre as Américas / Instituto de Ciências Sociais / Universidade de Brasília.

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1414-49802013000100011

Palavras-chave:

Política social, Transferência de renda, Hegemonia, Coerção, Consenso

Resumo

Este artigo investiga as razões da desobediência a regras impostas pelo Estado pelos beneficiários de políticas sociais, especificamente os do Programa Bolsa Família, instituído pelo Governo Federal em 2003. A investigação é feita a partir dos dados coletados em uma pesquisa qualitativa que entrevistou titulares legais de famílias que recebiam o benefício, mas que estavam em situação de descumprimento das condicionalidades. Procura compreender os elementos intrínsecos à ideologia de grupos ou indivíduos que descumprem normas sociais, mesmo sujeitos a penalidades. Problematiza a perspectiva hegemônica do Programa, baseando-se nos conceitos de hegemonia, consenso e coerção de Antonio Gramsci: o alcance e os limites das penalidades – a coerção – e o reconhecimento e a aceitação das regras – o consenso.

Biografia do Autor

Sônia Maria Ranincheski, Centro de Pesquisa e Pós Graduação sobre as Américas / Instituto de Ciências Sociais / Universidade de Brasília.

Possui graduação em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1988), mestrado em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1998) e doutorado em Estudos Comparados Sobre As Américas pela Universidade de Brasília (2004). Consultora Ad Hoc de projetos de âmbito da cooperação acadêmica existente entre a CAPES e outras entidades análogas internacionais. Professora Adjunta III no Centro de Pesquisa e Pós-graduação sobre as Américas da Universidade de Brasília. Dedica-se à área de Sociologia e Ciência Política, com ênfase em Sociologia política, atuando principalmente nos seguintes temas: elites políticas (parlamentares, sindicais e empresariais), legislativo e política social, políticas públicas e pensamento latinoamericano. Foi Diretora do Centro de Pesquisa e Pós-graduação sobre as Américas da UnB de 2006 a 2008. Integra o Comitê Executivo (2010-2014) da Brazilian studies Association - BRASA.Tem Pós-Doutorado na École de hautes études en sciences sociales (EHSS) - 2010/11. Coordena o grupo de pesquisa Brasil-Bolívia história em comum, na parte brasileira. É membro do grupo de pesquisa Cambridge Institute for Brazilian Studies liderado por Biorn Maybury-Lewis e James Ito-Adler.

Carla Etiene Mendonça da Silva, Centro de Pesquisa e Pós Graduação sobre as Américas / Instituto de Ciências Sociais / Universidade de Brasília.

Doutoranda do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas (Ceppac) do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Brasília (UnB) com bolsa da Capes. Mestre em Ciências Sociais, Especialista em Estudos Comparados sobre as Américas pelo Ceppac/ICS/UNB. Especialista em Relações Internacionais pelo Instituto de Relações Internacionais da UnB. Graduada pela Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação Social com ênfase em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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Publicado

2013-06-10

Edição

Seção

Espaço tema livre